Friday, August 01, 2014

Ensaio III – A inocência arrogante e a triste realidade das empresas familiares.

Funcionários de capacidade a capacidade baseada somente na experiência
Um era coordenador técnico. O outro, treinador. E ambos com salários idênticos. Tanto Carlos Alberto Parreira quanto Luiz Felipe Scolari ganhavam, na carteira, R$ 612.154,42 de salário da CBF, revela o jornal 'Folha de S.Paulo. Por isso, os dois receberam da entidade que rege o futebol brasileiro o mesmo valor pela rescisão de contrato após suas demissões, no último dia 14: R$ 4,197 milhões. O diário paulista afirma que Parreira, Felipão e Flávio Murtosa, auxiliar técnico, foram demitidos pela CBF "sem justa causa pelo empregador". Pelas contas da Folha, ex-coordenador e ex-treinador receberam em salários pelo menos R$ 11 milhões em um ano e meio, enquanto Murtosa ganhou R$ 1,6 milhão. Além disso, antes da Copa do Mundo - na qual o Brasil caiu na semifinal depois de goleada vexatória sofrida para a Alemanha por 7 a 1 -, em junho, Felipão e Parreira aumentaram seus ganhos para mais de R$ 900 mil por causa de premiação, que não foi discriminada pela CBF, segundo a Folha de S.Paulo.
Dois funcionários recém-contratados
Apresentado nesta quarta-feira como novo treinador do Grêmio, Luiz Felipe Scolari não escapou de perguntas sobre a goleada por 7 a 1 sofrida pela seleção brasileira na Copa do Mundo. O treinador reconheceu a mancha que a goleada deixou em sua vitoriosa carreira, mas disse que não está "nem aí" para a discussão do resultado, afirmando que o jogo da semifinal mundial não reflete a realidade do que foi sua vida. Junto com o “nem aí” foi contratado aquele que somente vemos sentado e com seu bigode de Sargento Garcia, porém, do qual, cuja boca jamais articulou uma palavra.
O que tudo isso tem a ver com a empresa familiar?
Tudo! Vamos por parte.

Parte I-Pesquisa em empresas familiar e seus excessos
Ø  Vinte (20) por cento de pessoas que não se interessam pela empresa e somente pelo emprego (pesquisa da Gallup, Revista H.B.R. Brasil, 2014 pág., 38).
Ø  Detectar a insatisfação dos colaboradores que são sempre insatisfeitos (pesquisa mundial da Phillips)
Ø  De simbolismos ultrapassados (histórias de sucesso de cinco anos atrás)
Ø  De ambiente operacional sem orçamentos e metas a cumprir com lucratividade
Ø  De generalizações sobre assuntos desnecessários (falantes e palpiteiros)
Ø  Qualificação e requalificação de pessoal, tendo como problemas desmotivação e turnover alto.
Parte II-Conta salgada para a empresa familiar

Imagine caro leitor o valor desses excessos para uma empresa. Imaginou. Bem, em uma empresa familiar a conta das dispensas, infelizmente, não é paga pela CBF. Sem contar que segundo a pesquisa do Instituto Gallup, além dos vinte (20) por cento não estarem satisfeitos, ainda demonstram suas insatisfações de forma contraproducente, influenciando colegas negativamente, faltando e afastando os clientes por oferecer serviços de má qualidade. Sem contar com cinquenta (50) por cento, relatado na mesma pesquisa, que admitem passar seu tempo na empresa. Somados ambos os casos, teremos setenta por cento de pessoal totalmente descomprometido para com aquela que lhe garante o sustento. Some, caro leitor, os valores! Perceba que quando não é a CBF que paga a conta, para uma empresa familiar, o sal é por demais forte, salgando as despesas com colaboradores, familiares ou não, desta indigesta refeição empresarial. Perceba e elabore um pensamento sobre essa inocência arrogante e seus custos.