Tuesday, December 19, 2006

O que dizer na TV - Parte Final -


A crise na infra-estrutura mental da classe média brasileira

Para finalizar esse assunto, iniciado no blog da semana passada, sobre o que falarei no Canal 19 e em UHF 22, TV Horizonte, no dia 26 de dezembro, com destaque: a falha na infra-estrutura mental da classe média brasileira. Enfatizarei sobre como mudar para melhor nossa mente diante dessa falta de qualidade, ao nos compararmos com o mundo globalizado. Falhas mentais criam pontos negros na amazônia de nossos neurônios, fazendo com que deixemos de receber informações externas importantes de como se produz, se vende, valores de impostos que se paga, leis adequadas aos trabalhadores, governos e suas ações em prol de pessoas que pagam impostos, entre outras. Ao ficar olhando para nosso próprio umbigo, ficamos perdendo nosso tempo, acreditando que estamos voando na altitude certa, com a rota ditada pelo nosso Governo, até o momento que, mesmo inconscientemente, caímos de dez mil metros de nosso salto alto. Percebermos o quanto estamos equivocados com nossa própria análise desse envelhecido mundo brasileiro.

Onde está a falha na infra-estrutura da classe média?

Que existe falha na infra-estrutura mental não há dúvida. Basta perceber como os outros países considerados emergentes estão se relacionando com o mundo que exporta. Comparemos esse Brasil que acredita ser o melhor do mundo. No futebol somos os melhores a cinco anos. Quanta glória não é mesmo?. Enquanto, Índia exporta tecnologia conhecimento por meio de suas empresas de software e serviço de call center (investiu pesado nos seus recursos humanos da classe média, levando a conhecer a globalização e tendo seus estudos fora da Índia). A China exporta tecnologia acabada (investiu em receber capital estrangeiro e ofertou condições internas para o desenvolvimento). Rússia e Brasil exportam o que? Matéria prima. Se analisarmos em separado Brasil e Rússia, perceberemos que se trata, cada um de seu modo, de países que em nada avançaram nas questões globalizantes. Portanto, quando o mundo consumidor, leia-se Primeiro Mundo, necessita de mão-de-obra qualificada e mente globalizada, não será por aqui que pensará em investir. Muito menos na Rússia!

Como poderemos desatar esse nó?

Em primeiro lugar, esperar que o Governo do presidente Lula em seu segundo mandato, não traga para a classe média mais custos por meio de impostos ou taxas. Agindo assim o Governo estará fazendo sua parte. Em relação à classe média, carcomida, ou melhor, que se deixou “carcomer” pelas suas próprias inoperantes formas de atuação política, precisa deixar o limo da “traquilidade” em deixar para os Governos decisões que são suas. Utilizar essa classe média sua energia e pensamento em como se integra ao mundo globalizado. Essa classe média que sempre foi o baluarte das modificações da sociedade brasileira, precisa definitivamente descer de seu salto altíssimo, colocando seus pés no chão e partir de cabeça erguida para melhorar sua infra-estrutura mental. Explicarei a seguir por partes.

As empresas pertencentes à classe média

As empresas pertencentes à classe média, ou seja, empresas médias e pequenas cujos proprietários pertencentes à classe média, precisam com urgência associar-se a suas entidades de classe e exigir delas que ajudem suas empresas e seus recursos humanos a conhecerem e pensarem como agir no mundo globalizado. Essa ação por pertencer ao mundo do conhecimento, necessita de uma reciclagem aos moldes da Índia e China que investem em sua classe média para visitarem e estudarem em países desenvolvidos. Assim agindo todos absorvem tacitamente os mecanismos básicos de como funcionam as mentes possuidoras de infra-estrutura mental desenvolvida. Ao ver como funciona a infra-estrutura mental em seu cotidiano, os responsáveis por essa classe empresarial, ao menos perceberão que no mundo desenvolvido se trabalha mais, tendo um lucro cada vez menor e não o inverso.

As pessoas pertencentes a classe média

Essas pessoas precisam com urgência entender o que de fato significa a Era do Conhecimento. Essa Era, não vivenciada pela classe média no Brasil, precisa decidir para si e para as novas gerações o que de fato é viver o Conhecimento. Venho falando e agindo por mais de duas décadas sobre as modificações que seriam realizadas a partir dos anos oitenta, com a chegada dessa Era. Lembro-me de um artigo que escrevi no qual faço uma comparação sobre o trabalho executado por um pessoal executou uma mudança de residência para mim. A mão de obra trabalhou dez horas, utilizando quatro pessoas, um caminhão e muito suor. Consumiram quatro refeições, combustíveis e força bruta, capaz de movimentar em calorias um atleta por vários dias. No mesmo ambiente, trabalhou por quatro horas, uma pessoa, que não consumiu calorias quase que nenhuma, não derramou uma gota de suor e sua refeição não foi realizada na boléia de um caminhão. Os pagamentos ao serem feitos revelaram a real diferença entre o mundo da mão de obra e o mundo do conhecimento: os quatros elementos da mão de obra gastaram mais de trinta mil calorias juntos, recebendo R$ 660,00, aquele que gastou menos de mil calorias, recebeu R$ 250,00. Conhecimento pensa, mão de obra carrega.

Repensar os custos que não levam pessoas a Era do Conhecimento

Tanto os empresários, como as pessoas pertencentes à classe média, precisam repensar seus custos e analisar de fato o que trás conhecimentos. Venho percebendo que as pessoas estão confundindo tecnologia do cotidiano com conhecimento futuro. Exemplos. Percebo que pessoas estão investindo capital em tecnologia mundana, tais como, celulares, DVD, equipamentos eletrônicos, carros velozes, tantos outros de uso caseiro ou individual, trocando-os como troca de roupa. A lógica deve ser utilizar esses equipamentos até sua deteriorização total. Depois de adquiridos esses produtos, ter muito cuidado com os custos de seus serviços. As altas contas mensais pagas pela classe média por esses serviços representa bilhões de reais, mas, que nada acrescenta a sua infra-estrutura pensante. Essa classe deve pensar em economizar nesses desnecessários custos mensais, investindo como os indianos e chineses em seus recursos humanos. Em resumo: precisamos copiar quem fez sucesso! Ao realizar o investimento na melhoria da infra-estrutura mental globalizada, para o futuro da empresa, de seus colaboradores e de seus sucessores, quem o fizer demonstra, tacitamente, ao recebedor que tal investimento traz uma nova forma de pensar no que tange a globalização e Era do Conhecimento. Afinal, acreditar que essa Era é presença no cotidiano brasileiro, é no mínimo ser possuidor dessa infra-estrutura mental falida que venho denunciando.


Quem acreditou nesse meu clamor?

Poucos. Infelizmente, nossa infra-estrutura mental é tão arraigada em nosso passado, que a maioria ainda preserva a esperança a volta dele (era uma delícia não ter concorrente internacional com preços globalizados). Essa incompreensão assolou em muitos momentos minha parceria com inúmeras pessoas, incluso algumas possuidoras de meu amor próximo. Mesmo diante dessa incompreensão não desisti. Insisti ainda mais. Demonstrei que a classe média estava à deriva. Fiz ver dentro da Universidade que o ensino ofertado a classe média no Brasil não servia mais. Fiz comparações para empresários que os produtos e serviços ofertados no Brasil não eram pertinentes se comparados ao mundo globalizado. Mostrei que a culpa estava em nossa cultura era de manter a pobreza mental para que não houvesse desenvolvimento da infra-estrutura de nossa mente (depois dessas últimas eleições alguém ainda duvida de meu clamor).

Um Brasil que ama e investe na pobreza da infra-estrutura mental

Que o Brasil é um país que prefere lutar contra a sua participação na Alca e prefere acreditar que nosso sucesso é a cooperação conjunta dos paises que compõe o Mercosul todos sabemos. Incluindo nosso “sucesso” com a Bolívia e Venezuela. Essa atitude demonstra nossa cultura em apostar na pobreza mental. Bem, não será em um artigo que mudarei nada, mas, continuarei essa saga, pois, a melhoria de nossa infra-estrutura mental somente será realizada ao começarmos a planejar nossos custos. Esse planejamento ditará caminhos para que, valores não gastos indevidamente, sejam alocados na descoberta de como funciona tacitamente o mundo desenvolvido. Alocar investimentos para que a classe média entenda in loco o que é globalização, associada à Era do Conhecimento influi na infra-estrutura mental. Encerro esse artigo desejando que Papai Noel traga a todos uma viagem para o mundo globalizado e depois dessa viagem (não serve Disney, América Latina, nem Caribe), que as pessoas analisem o que está acontecendo no mundo que manda em nós. Ah! Que o Papai Noel chinês demore muitas décadas para chegar aqui com seu trenó repleto de presentes pertencentes à Era do Conhecimento. Quem pensa que a China chegou por aqui com sua moderna tecnologia para competir com nossos produtos e serviços está enganado. Esse maravilhoso país milenar que sabe o que é planejar, ainda não desembarcou em nossa Terra! Mesmo fechando mercado para ela como fechamos até o momento, daqui a dezesseis anos não poderemos mais agir dessa forma.

Wednesday, December 13, 2006

O que dizer no próximo programa de televisão?



Fatos que marcaram 2006 e continuarão por todo 2007, 2008, 2009.....

Tenho tido a sorte ou outro nome que se possa dar ao fato de que, sempre acabo voltando aos lugares por onde passei. A verdade foi que novamente me chamaram para protagonizar um programa de televisão. Graças à simpatia e gentileza da apresentadora do Programa Mesa de Negócios, da TV Horizontes canal 19 e em UHF 22, Inácia Soares, estarei diante dos telespectadores, no dia 26 de dezembro dando um depoimento do que aconteceu em 2006 e seus reflexos para 2007.

O que dizer para os brasileiros empresários “sobreviventes” desde país do “futuro”

As previsões “sombrias” que havia feito sobre 2006 se concretizaram, ou seja, previ para todos os que me ouviram em palestras ou escritos, que teríamos um ano difícil, pois, estaria em 2006 se repetindo o que aconteceu em 2002, ou seja, feriados em excesso, Copa do Mundo e para finalizar o “sombrio ano” eleições. Tudo foi acompanhado pela inoperante estrutura governamental. Coadjuvado pela falta de infra-estrutura de todos os setores que dependem do Governo. Infelizmente, a encomenda chegou pior do que o pedido, pois, dentro de todos os problemas com infra-estrutura, não sabíamos nosso espaço aéreo estava um caos, fato que sempre foi abafado pelos caçadores de voto. Fernando Gabeira dias desse afirmou no Congresso nacional para quem quisesse ouvir que: "Lula diz que deseja que a economia cresça cinco por cento ao ano". Gabeira completou: "Isso é algo típico da esquerda, sonhar com uma meta e depois descobrir como alcançá-la. Mas o blecaute da aviação demonstrou novamente que a infra-estrutura do país não está pronta para esse crescimento”. Reforço: Gabeira é de esquerda.

O que falarei no programa é do declínio de outra infra-estrutura

Não irei ao programa do dia 26 de dezembro falar sobre esse tipo de deficiência na infra-estrutura nacional, pois, bastará precisarmos de qualquer serviço que esteja em mãos governamentais, que saberemos como seremos tratados. Aproveitarei meus dezesseis minutos na TV para falar de uma outra defasada infra-estrutura: a mental. Basearei meu depoimento nos reflexos do desenvolvimento mental da classe média para as décadas seguintes. Destacarei nesse depoimento sobre os últimos resultados da desenvoltura econômica da classe média brasileira, nos últimos seis anos, no que concerne aos seus ganhos mensais. Exemplo. Foi demonstrado que, considerando que esta classe ganha acima de três salários mínimos (mais de R$ 1.050), houve saldo negativo de quase dois milhões de empregos formais nos últimos seis anos. A renda da referida classe, de quem conseguiu um emprego, recebendo mais de R$ 1.050, despencou 46% em termos reais (descontada a inflação), se confrontarmos a renda que era paga as pessoas da classe média antes de serem demitidos.

O que esse declínio da classe média representará para o Brasil

A empresa que represento, a Estrutura Humana, vem desenvolvendo uma pesquisa que teve começo desde 1996 para detectar junto à classe média, quer seja assalariada ou de empresários, como essa classe vem aplicando seus recursos em educação. Infelizmente, ela está investindo há mais de duas décadas, acima de trinta por cento de seus rendimentos para elevar seus filhos aos patamares educacionais melhores. Desde os anos oitenta, essa classe está migrando seus filhos dos colégios governamentais para escolas particulares. A despesa com esse movimento sócio-educacional, associado ao processo de perdas salariais da classe média, vem distanciando seus herdeiros da única e possível fonte de completude mental da atualidade: o entendimento tácito da globalização. Décadas passadas essa classe média, ainda abastada, tinha na correção monetária seu porto seguro mensal, podia então encaminhar seus filhos para os intercâmbios com outros países. Escolhiam, principalmente, os países de língua inglesa, para que seus sucessores falassem uma segunda língua.

A hora é agora de globalizar-se. Mas, cadê o dinheiro?

Hoje, essa classe que devia ter como obrigação educacional ter seus filhos em programas de intercâmbios, cujo foco além do conhecimento de outra língua, seria de reforço no entendimento o que é de fato a globalização, não possui mais o recurso financeiro. Agora que os filhos da classe média deveriam entender globalização, seus pais mal conseguem pagar o colégio privado. Pergunto: como essa nova geração que necessita de um emprego nos próximos anos, pode referenciar sua educação, tendo como observação educacional às universidades de nosso país que, no ranking das duzentas melhores universidades internacionais, possui apenas uma. Querer que nossos estudantes, nossos empresários, nossos trabalhadores com cargo de liderança entendam globalização olhando o Brasil é apostar no fracasso do futuro próximo, pois, estarão colocando os estudos acadêmicos, as empresas e a empregabilidade em risco profundo.

A falta da globalização e seus reflexos para as décadas futuras

Esta explicação é por demais simples. Vejamos quem venceu como estudante, empresário ou trabalhador com cargo de liderança desde a década de setenta. Foram empreendedores que tiveram a coragem estudar muito em país de analfabetos, de endividar-se para construir sua própria empresa e trabalhar dedicadamente para encantar seus patrões e crescer na empresa. Para o meio empresarial o crescimento dependia de recrutar pessoas de nível baixo, mas, com mão de obra eficaz, ainda que fosse a poder da cenoura. Bastava pagar baixos salários e estarem protegidos pelas mãos de ferro dos governos que não permitiam as manifestações sindicais. Todos os envolvidos em produzir o PIB do “milagre” cresceram até os anos oitenta, mas, pela falta de desafios diante dos produtos estrangeiros estagnaram naquela década. Ressalvo, no entanto que, estagnar nos anos oitenta, não era o pior dos mundos, pois, com o mercado fechado, o lucro continuava florescendo. Lembre-se querido leitor, lucro advindo somente da participação no mercado interno. Até porque, somente as multinacionais exportavam.

Enxergar somente para dentro do Brasil. O erro fatal!

Os empresários brasileiros apenas calculavam em suas planilhas o quanto queriam ganhar em seus produtos e serviços. Esses empresários com seus lucros maravilhosos ao invés de construir uma mente aberta, com olhar para os horizontes que avizinhava a globalização, continuaram sendo os “donos da verdade” olhando somente na construção de seus castelos de areia da pseudocompetência, acreditando na mão de ferro daqueles que faziam as leis protetoras. Esse acreditar em quem não merece crédito fez com que os “crentes”, sem saber, estivessem cavando suas próprias sepulturas e toda sua família. Houve, no entanto, para os “donos da verdade” a falta de visão durante três décadas sobre o mercado externo, de como ele age, produz, vende, cobra e, principalmente, quais impostos os produtos e serviços aceitam. Esses “donos da verdade” se deixaram enganar por sucessivos governos, ao verem os impostos subirem cada vez mais, deixando seus produtos mais caros que os globalizados, e o pior, sem ter a qualidade internacional desejada pelos clientes. Agora, esses “donos da verdade” tupiniquim, estão cada vez mais distantes dos grandes centros internacionais globalizados. Ao perderem o poder de arbitrar seus próprios lucros seus castelos de areias da pseudocompetência desabou. A pesquisa que continuamos a fazer vem demonstrando que essa classe, que não é mais a “dona da verdade”, se tornou uma classe média. Tem trabalhado em volume hora o que nunca pensou trabalhar. Se empresário está criando um enorme passivo trabalhista que ficará por vinte anos como uma espada pendurada em sua cabeça, presa por um fio de crina de cavalo. Se trabalhador, o desemprego bate a sua porta, toda vez que o Governo que lhe toma vinte e cinco por cento de tudo o que ganha, faz o Brasil crescer o que vem crescendo. O pior é que os “ex-donos da verdade” continuam com a mesma visão interna de mercado dos anos setenta/oitenta, tendo por esses motivos dificuldade em deixar o país para entender o que de fato é a globalização, como também não conseguindo numerário suficiente para fornecer aos seus descendentes essa nova visão mundial. Finalizarei esse blog na próxima semana. Espero que meus leitores possam ajudar-me na fala do dia 26 de dezembro, dando dicas sobre esse assunto.

Monday, December 04, 2006

O blog do Embaixador deu no que falar, ou melhor: no que pensar!



Faz quase um ano que faço parte da blogosfera. Nesse quase aniversário, muitos assuntos não obtiveram tanta interação com as pessoas que lêem esse blog, mas, esse último sobre o encontro com o Embaixador da República Popular da China, deu o que falar, o melhor, deu no que pensar. Analisando meus amigos que interagiram com respostas por e-mail – nos acostumamos a interagir por e-mail, mesmo tendo no próprio blog forma de interação-, percebi que são pessoas com idades próximas a minha, ou seja, quase chegando aos sessenta. Portanto, geração que ouviu e viu o discurso sobre o futuro que se apresentava para nossa Pátria. Todos ficaram consternados ao entender que ficamos mais uma vez para trás, ou seja, continuamos sendo um país do futuro.

Continuamos o eterno país do futuro por culpa própria (LEIA-SE POVO QUE NÃO SABE ESCOLHER)

Investidores perguntados sobre em qual país colocam seus dinheiros, revelam ao pensarem muito, que pouco apostam no Brasil. Sabem por que dessa resposta? Falta de investimentos para melhorar qualidade de ensino, cujo resultado final é a melhoria na qualificação mental dos trabalhadores. Como informação para meus leitores, essa conclusão ocorreu no seminário: "Bric, oportunidades e desafios" promovido pela Câmara dos Deputados Federais. O resultado dessa falta de investimentos em educação resulta, segundo os empresários internacionais pesquisados, na escolha de outros países para investirem. Mas, fica a pergunta: como resolver esse enigma educacional, se o Brasil gasta em educação percentuais iguais a países desenvolvidos, tais como Espanha, Itália, França, entre outros? Não bastasse a conclusão sobre a educação, os investidores argumentaram que outro fator que ameaça o Brasil na hora da escolha é a insegurança jurídica. Ao unir esses dois fatores continuamos sendo sempre do “futuro”, pois, em nosso presente todos aqueles que têm capital para investimentos nada querem conosco.

O resultado dessa incompetência Nacional (LEIA-SE: DESDE O FINAL DA SEGUNDA GUERRA QUE ERRAMOS EM PLANEJAR NOSSO PAÍS)

O Bric, junção de Brasil, Rússia, Índia e China, que juntos somaram, ano passado, um PIB internacional de US$ 3,8 trilhões, estão “caçando” a laço os investidores, tendo esses "senhores" do poder, somente em 2005, destinado mais de cem bilhões para investir no Bric, sendo que o Brasil ficou com apenas 15% desse valor, enquanto a Republica Popular da China levou mais de setenta por cento. Os investidores reforçam sempre em seus discursos que: o ambiente no Brasil ainda não configura tranqüilidade para melhorar a performance e aumentar os investimentos por aqui. Pena não é mesmo! Afinal, o povo vem fazendo sua parte, tendo que investir vinte e cinco por cento de tudo que produz, retirado de seus ganhos por meio de taxas e impostos, para que o Governo melhore nossa imagem, performance e qualidade de vida. Mesmo retirando um quarto de tudo o que produzimos, o Governo faz um investimento pífio e desconectado com os Ministérios responsáveis para que essa melhoria ocorra. Um evento promovido em Londres, pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (ABVCAP), mais uma vez tentará demonstrar para o capital estrangeiro os pontos positivos das nossas empresas. Enquanto isso, são veiculados nos canais internacionais de notícias sobre as centenas de assaltos a turistas internacionais em muitos casos acompanhados por morte. Reforçando nossa imagem negativa, foi lançado em circuito internacional um filme sobre o Rio de Janeiro. O filme mostra uma garotada estrangeira que chega ao Rio para passar férias - as praias no filme, são frequentadas por brasileiras que não usam a parte de cima do biquine e seus bichinhos de estimação são macaquinhos - e sofre um seqüestro por traficantes de órgãos brasileiros. No filme os órgãos dos estudantes são retirados para serem vendidos no mercado negro. Será que as famílias dos possíveis executivos transnacionais ficarão sabendo do que foi falado em Londres sobre nós ou saberão quem somos e como vivemos por meio das mídias e do cinema internacional?

Nessa necessidade de mudança no Brasil a Estrutura Humana fará sua parte internacional

Como todos que lêem esse blog sabem, sou um dos diretores da Estrutura Humana, empresa de consultoria que está no mercado desde 1984. Essa empresa vem percebendo desde décadas passadas essa deficiência tanto nas questões do ensino, como também empresarial. Para tanto, lançará, ano próximo, um programa internacional em parcerias com faculdades, empresas e setores associativos nacionais, para melhorar nossa deficiência nas questões da globalização. Será uma proposta inédita. Terá esse programa custos sensíveis e compatíveis a nossa possibilidade financeira, acrescido de uma grandiosa forma em oferecer oportunidades internacionais aos parceiros. Portanto, enquanto o Governo brasileiro derrapa nas questões de educação, a Estrutura Humana acelera na descoberta de novas e comprovadas fórmulas para melhoria dessa nossa deficiência na área da internacionalização.