Monday, April 16, 2007

Você está contaminado ou impregnado pelas mudanças mundiais?





Quando terminei de escrever o blog anterior: “convergência internacional: ameaça ou oportunidade” comecei a escrever a seqüência natural sobre esse assunto polêmico. Polêmico apenas para nós brasileiros que perdemos o bonde do desenvolvimento e não somos mais referência mundial para nada. Que me desculpem os que acreditam o contrário. A convergência internacional se não colocada em seus padrões requeridos, está levando, cônjuges, famílias, parcerias sociais e empresas a decretarem suas próprias falências. Esse decreto vem ocorrendo pela falta de entendimento da diferença entre: estar impregnado ou contaminado pelas mudanças mundiais. Mas, de fato qual a diferença?
Por tantos anos de trabalho praticado em consultoria, por outros tantos investido em terapia, quer seja no âmbito familiar, profissional ou pessoal, e por pertencer a uma geração que viveu desde a Era do Rádio, tendo que viver em nossos dias a Era da Convergência Internacional, afirmo: a diferença está relacionada entre estar contaminado, portanto, acreditar que o mundo é ainda a Caverna de Platão, que leva esse ser a falência. Tendo em contrapartida o desejo político de estar impregnado, no qual não há sobras e sim a realidade viva do aqui agora, muito esforço em promover mudanças e o mais importante, fazer com que este mesmo seja levado ao exercício do pensar.

A contaminação no conjugal e familiar



Com toda a mobilidade, em velocidade da luz, que as mudanças mundiais estão desfilando, na larga e perigosa avenida de nossas vidas, temos que estar atentos para os modelos estruturais que nos trás aqui e agora. Esses modelos que são nossos padrões culturais que envolvem as questões religiosas, filosóficas, estéticas, científicas, ideológicas que, fazem do homem um ser que sente e pensa, possuem dois valores distintos. Vamos a eles. O primeiro valor é imutável em qualquer que seja o padrão, ou seja, a moral e ética e os “bons costumes” não foram e não serão alterados. O segundo valor, que envolve as mudanças mundiais, foi, está sendo e continuará sua alteração, mais e mais, tendo como referência de mudança à velocidade dos átomos. Todos os que insistirem desafiar essa nova ordem mundial, será levado à falência, por estarem contaminados com ideais, conceitos e informações superadas. O segundo valor nos aponta o caminho. Devemos colocar todas nossas fichas nesse segundo valor e ainda assim, saber que no cassino da vida, podemos, mesmo tomando todos os cuidados que a vida nos reserva, ganhar ou perder, por lidarmos com o que o mundo tem de mais nobre que é o SER humano.


Insistir no inverso é falimentar a família como um todo....


....pessoas que insistirem em se manter no conjugal e familiar tendo os procedimentos que tiveram a dez, repito, dez anos passados, estarão decretando, inconscientemente, a falência do conjugal e do familiar. Temos visto casais que ao invés de lutarem para obterem uma vida melhor, decidem pelo mais fácil: separam-se. Como nada construiram retornam para dentro da casa de seus pais, levando suas contaminações e seus filhos igualmente contaminados. E o pior, pais estes que, ao invés de terem suas vidas preservadas e tranqüilas, agindo como avós, acabam se transformando em pais novamente e, como resultado final, contaminando seus netos por pertencerem a uma geração distante. Infelizmente, avôs contaminados acreditam estar ajudando seus filhos e netos, mas, infelizmente, estão atrasando indelevelmente essas duas gerações. Cuidar de famílias de fato dá trabalho e exige responsabilidades. Infelizmente, muitos filhos e filhas não pensam assim e acham que é obrigação dos seus pais cuidarem de seus filhos (netos), para que eles continuem "baladeiros" e irresponsáveis para com a pa(ma)ternidade. Essa junventude se contaminou e não percebeu.

A impregnação do conjugal e familiar



Estar impregnado nas áreas conjugal e familiar é despojar-se das construções básicas aprendidas, no que se refere a um passado recente de valores intelectivos e voar supersonicamente em direção as novas propostas de mudanças mundiais. Preservando, é claro, o valor da moral e da ética. Estar impregnado é entender que homem, mulher e filhos não mais são aqueles que foram há dez anos pretéritos. Estar impregnado é acreditar que as tarefas de casais pertencem, de fato, aos dois, não mais existindo o que era previsto no antigo Código Civil Brasileiro onde existia a figura do “cabeça de casal”. Leis machistas! Que a criação de filhos não é mais tarefa do pai nas questões da tradição e da mãe nas questões da proteção, hoje a impregnação leva o casal a pensar e sentir o que as mudanças mundiais estão apresentando para seus filhos, tendo a partir desses sentimentos que elevar seus pensamentos em direção a aprendizagem sobre todas essas mudanças. Construindo para seus filhos, novos e completos ideais, conceitos e informações, asfaltando para eles as estradas desse mundo novo, nas quais, eles poderão acelerar seus neurônios para acompanharem de maneira digna e atualizada esse mundo da Convergência Internacional.

A impregnação como um modelo a ser seguido no conjugal e familiar



Assim como a contaminação é uma ferramenta do passado, preconceituosa, estereotipada, desatualizada, inflexível, entre outros negativos quesitos aprendidos, tendo como base retrógrada à conservação de uma cultura intelectiva ultrapassada. Temos que estar a cada dia que passa impregnados do que é contemporâneo. A impregnação é exatamente o inverso da contaminação. Estar impregnado e destacar que a partir de agora pais e filhos necessitam ter uma convergência de pensamentos e sentimentos, se pretenderem caminhar doravante juntos. Os filhos dessa nova sociedade conjugal e familiar, não mais aceitarão os “mandos” e sim, estarão atentos aos argumentos baseados na realidade existentes e proposta por essa nova Era das mudanças mundiais. Agindo assim os cônjuges têm comportamentos contemporâneos, pensamentos atualizados, como também sentimentos baseados em uma sociedade onde o preconceito está fora de moda.

As novas formas de se impregnar no conjugal e familiar



Esse constructo que envolve o conjugal e familiar, terá ao findar de uma jornada de trabalho diária, a conjunção de uma mesma dialética e diante dela, poderá o casal e seus filhos se entenderem, se admirarem e o mais nobre dessa formatação familiar, todos se amarem. Para sempre! Seres humanos impregnados no quesito religiosidade devem praticar o perdão. Não perdoar seu próximo é estar a cada dia se afastando de Deus, pois, em um mundo de mudanças constantes, as possibilidades de erros são mais freqüentes. A falta de perdão leva esse ser ao isolamento. Estar cada vez mais aprofundado nas questões filosóficas, pois, um mundo em mudança constante e rápida necessita que todos aqueles que tenham o amor pela sabedoria se desenvolvam nos quesitos apresentados pelas novas convergências internacionais. Nas questões estéticas estar cada vez mais impregnado com sua beleza interior, não se descuidando da estética externa, tendo os cuidados com a saúde do corpo e da mente, presente a cada livro lido e a cada refeição degustada. Entender que as ciências estão sendo questionadas sempre, mas, no momento, de forma tão rápida que, o que era verdade ontem, pode entrar em descrédito hoje. E que, ideologias são necessárias para que o homo sapiens, esse ser político, tenha suas convicções, mas, que elas nunca estejam baseadas em fundamentalismos radicais e inflexíveis. Assim caminha a nova humanidade. Acreditem!

Wednesday, April 11, 2007

Convergência Internacional: Oportunidade ou ameaça para você?



Depois da globalização surge um novo modelo de negócios no mundo. A partir do renascentismo no Século XIV as empresas necessitavam juntas resolverem suas necessidades locais e suas demandas que estavam em outros continentes, tais como Ásia e África. Ao solucionarem essas necessidades essas empresas podiam negociar mais e melhor com seus fornecedores e clientes. Essas reuniões que desde aquele momento da história moderna, propunham abertura dos negócios para os mercados mundiais da época (Ásia, África e todo o Mediterrâneo), eram realizadas por meio de um modelo que hoje é conhecido como convergência internacional. Esse modelo determina por meio da integração de diversos interesses, a busca por soluções para que o planejamento possa ter suas ações concretizadas. Aquelas empresas do Século XIV sabiam que sozinhas não conseguiriam obter suas matérias primas para desenvolver seus produtos e serviços, por esse motivo estava sempre atuando em convergência.

A origem dos bancos e das companhias

Naquelas reuniões tudo era realizado rudimentarmente em uma mesa de madeira, onde todos os participantes uniam seus esforços para ganharem mercado local, mas, sabiam da necessidade em buscar novos modelos internacionais para descobrirem, literalmente, e ganhando assim novos mercados. O local daquelas reuniões para discussão era no entorno de uma quantidade enorme de pães, como também de vinhos, local aquele onde os empreendedores da época conseguiam o dinheiro de investidores. Esses investimentos eram para bancar as idéias que se tornariam as ações que tanto conhecemos, como o descobrimento do Brasil. Foi no entorno dessas reuniões que muitas pessoas qualificadas, que se tornaram célebres, viajaram para o mundo desconhecido até então, sendo que, todos os partícipes ao findar das reuniões visualizavam discutiam sobre as oportunidades, ameaças e lucros que coletivamente poderiam ter. Daqueles encontros dois nomes nos são familiares até nossos dias: companhia (com panes), por eles se reunirem entorno de pães e banco, por eles se sentarem em um banco de madeira.

Do Século XIV até Henri Ford

A evolução dessas primeiras manifestações de negócios de forma conjunta tiveram sua estagnação a partir de Henri Ford. Ele, o mais famoso dos empreendedores que percebeu quais as vantagens em se especializar para ganhar mercado utilizando a larga escala de produção, para baratear custos. Desde Ford, até a chegada de todos os processos de internacionalização, na década de noventa, as empresas cresceram tendo a individualidade como foco central nos negócios e a particularização de seus produtos e serviços para ganhos de escalas. Seus colaboradores apenas precisavam de conhecimento naquele específico campo de atividade para se tornarem os melhores, sendo a partir dessa premissa possuidores das qualidades individuais para garantia de crescimento pessoal, como também para atingir o crescimento de sua empresa.

De volta as origens do modelo de convergência internacional

No mercado empresarial


O mundo da convergência internacional retornou a pauta de necessidades no pós-globalização. Com as devidas mudanças tecnológicas, as demandas da Era Renascentista estão de volta. Nesse retorno tudo deve ser observado tanto do prisma individual, da família, da profissionalidade e da empresa. Esse conjunto se trabalhado com o pensamento gregário fará com que todos os participantes pensem de forma convergente e não mais isolada. Para que haja crescimento nesse mundo da convergência internacional, as perguntas a serem feitas são estas: existe convergência no que fazemos; no que fazemos quem poderá nos ajudar; quem de nossa periferia de negócios pode ser convergente e ganhar mercado conosco; que tipo de cliente ficará satisfeito com essa convergência coletiva, entre outras tantas perguntas que doravante deverão ser feitas para depois serem respondidas. Para que essas respostas possam ser dadas e o sucesso das ações garantidas, os indivíduos devem ser treinados para entender qual a convergência existente no seu entorno.

Convergência internacional elimina a contaminação nacional


Para pessoas como eu que estudam o comportamento humano por meio da tradição cultural e cultura socioeconômica de um povo, uma empresa, uma família ou mesmo de um ser humano, atuando na individualidade, podemos em uníssono afirma que: “um ser sem cultura estaria ainda braqueando nas árvores”. Ocorre que, tendo uma sociedade a possibilidade de convergir para o mundo externo, ela se impregnará de novidades e mudará o status quo em relação ao conhecido. Uma sociedade voltada ao mundo interno se contaminará dessa realidade e verá o povo, a empresa, a família e a si mesmo, atuando na Caverna de Platão. Será sobre a diferença entre a impregnação e a contaminação que falarei a seguir.

Exemplos atuais dessa convergência não faltam

Recentemente ao treinar um grupo de agências de viagens, deparei-me com a dificuldade dessas empresas em entenderem que eles não mais eram mais concorrentes entre si, e sim, que a verdadeira concorrência estava na tríplice convergência: fibra ótica, softwares integrados de serviços e a WEB. Eles não acreditaram nesse mundo subatômico, afirmando sempre que seus clientes gostavam de ir até a agência, sentarem-se diante do emissor de viagem e programar a viagem de seus sonhos. Naquele mesmo momento, entre uma revista Veja de uma semana e a Veja da outra, nasceu uma Cia. Aérea de nome WEBJET, vendendo bilhetes para todos os que quiserem, mais barato, rapidamente, sem necessidade de agente de viagem, aos moldes de empresas internacionais que atuam dessa forma a mais de dez anos. Essa categoria socioeconômica está contaminada pelo mundo interno.
Querem outro exemplo. Desisti de prestar consultoria para um grupo de cinqüenta fabricantes de moda. Fizemos um excelente trabalho em um ano de atividades, no sentido de diminuir os custos, descobrir qual o mercado que esse grupo deveria investir, chegando ao supra-sumo determinístico de apontar quais os bairros que comprariam suas mercadorias. Quais os principais clientes para revenda, quais as cidades mal trabalhadas, os erros que estavam cometendo, enfim, um verdadeiro trabalho de geoprocessamento inédito. Redução total de custos e aumento real de vendas. Todos aqueles envolvidos ganharam dinheiro, pontuais, com economia de escala nunca antes visto. Mas, eles arraigados na tradição mental que são concorrentes ente si, não aproveitaram em nada do tudo o que foi realizado, não tendo ao menos a deferência para com essa consultoria em assistir uma apresentação dos excelentes resultados obtidos. Alegaram não ter tempo. Fazer o que? Hoje, continuam preferindo reclamar que os produtos importados estão acabando com seu mercado, sem perceber que, ao internalizarem sua produção nos moldes dos chineses, eles seriam melhores e poderiam vender para um mercado que representa cinqüenta por cento do mercado nacional, como também exportarem para a Europa, pois, tínhamos também conseguido local para tanto. Infelizmente, mesmo sendo empresas que vendem novidades todas as coleções, estão enquanto empresários contaminados pela visão do nacionalismo que há anos pretéritos trabalharam pouco e ganhou muito. Mas, passados alguns meses desses dois exemplos, o que tenho visto são agências e fábricas que já faliram, por estarem contaminadas por um mundo de negócios que não mais existe. Fazer o que? A cultura portuguesa da individualidade, do meu é melhor do que o dele, eu não me associo a nada e desconfio de tudo vem prevalecendo. Isso é chamado de contaminação empresarial.

Na família
As famílias necessitarão de novas orientações para descortinarem o que de novo em termos de tecnologia o velho modelo de convergência Renascentista está exigindo na postura entre pais, filhos e educadores. Todos deverão estar atentos aos questionamentos dessa nova geração que pensa e age convergentemente, tendo a geração dos educadores a necessidade de se aproximar mais e mais desse modelo, para diminuir as diferenças entre gerações.

Nos profissionais
Os profissionais se forem treinados e conscientizados da necessidade de esclarecer quais as convergências existentes em seus domínios de trabalho diários, poderão ser a alavanca que as empresas necessitam para estar diante das oportunidades e transformá-las em ganhos de mercado, eliminando dessa forma as ameaças.

Nas empresas privadas
As empresas privadas precisam ter em seus quadros de colaboradores profissionais que respondam as novas exigências desse mundo convergente. Todos os comandos necessitam serem dinamizados de forma a aproveitarem os possíveis processos de convergências e agregar com esse nosso conhecimento adquirido algo mais a seus produtos e serviços para transformar ameaças em oportunidades.

Nas entidades associativas
Em verdade, o novo modelo de convergência internacional chegou para que todos possam entender que a globalização era o primeiro aceno de que tudo estava diferente. A convergência internacional será o sinal verde para que as mudanças de fato ocorram. Por esse motivo exposto deve a entidade associativa levar essa boa nova para seus associados. Entidades doravante terão como meta ao menos explicar o que está acontecendo no mercado com o modelo de convergência internacional, para que o associado não seja ameaçado pelo mercado e um dia cobre da entidade associativa que nada lhe foi dito.

Nas entidades acadêmicas
Todos os estudos internacionais demonstraram que o Brasil vem ocupando o último lugar entre os países emergentes no que tange a educação, desde o ensino fundamental até o de terceiro grau. Essa má colocação tem reflexo no que toda empresa necessita de seus colaboradores: produtividade. Analisando os modelos propostos pelas entidades acadêmicas percebemos que passou da hora delas pensarem em abrir um horizonte que transpasse as fronteiras brasileiras. Esse é o momento propício para que todas as entidades acadêmicas tenham seus campus fora dessa educação precária que vem destacando os organismos internacionais a respeito delas.

Convergência Internacional – Ameaça ou oportunidade

Se um indivíduo, uma família, uma empresa privada ou associativa ou uma entidade acadêmica, enfim se o Brasil estivesse fazendo parte do primeiro mundo, diríamos que não haveria mal algum em não se preocupar com as mudanças do que existe no pós-globalização e os novos caminhos propostos pelo modelo de convergência internacional. Mas, sabedores que somos de como o Brasil está vivendo à margem desse novo modelo, sugerimos que todos os indivíduos, dirigentes ou não que desejarem crescer doravante, que ao menos reflitam sobre esse novo mundo da convergência internacional.