
Depois da globalização surge um novo modelo de negócios no mundo. A partir do renascentismo no Século XIV as empresas necessitavam juntas resolverem suas necessidades locais e suas demandas que estavam em outros continentes, tais como Ásia e África. Ao solucionarem essas necessidades essas empresas podiam negociar mais e melhor com seus fornecedores e clientes. Essas reuniões que desde aquele momento da história moderna, propunham abertura dos negócios para os mercados mundiais da época (Ásia, África e todo o Mediterrâneo), eram realizadas por meio de um modelo que hoje é conhecido como convergência internacional. Esse modelo determina por meio da integração de diversos interesses, a busca por soluções para que o planejamento possa ter suas ações concretizadas. Aquelas empresas do Século XIV sabiam que sozinhas não conseguiriam obter suas matérias primas para desenvolver seus produtos e serviços, por esse motivo estava sempre atuando em convergência.
A origem dos bancos e das companhias
Naquelas reuniões tudo era realizado rudimentarmente em uma mesa de madeira, onde todos os participantes uniam seus esforços para ganharem mercado local, mas, sabiam da necessidade em buscar novos modelos internacionais para descobrirem, literalmente, e ganhando assim novos mercados. O local daquelas reuniões para discussão era no entorno de uma quantidade enorme de pães, como também de vinhos, local aquele onde os empreendedores da época conseguiam o dinheiro de investidores. Esses investimentos eram para bancar as idéias que se tornariam as ações que tanto conhecemos, como o descobrimento do Brasil. Foi no entorno dessas reuniões que muitas pessoas qualificadas, que se tornaram célebres, viajaram para o mundo desconhecido até então, sendo que, todos os partícipes ao findar das reuniões visualizavam discutiam sobre as oportunidades, ameaças e lucros que coletivamente poderiam ter. Daqueles encontros dois nomes nos são familiares até nossos dias: companhia (com panes), por eles se reunirem entorno de pães e banco, por eles se sentarem em um banco de madeira.
Do Século XIV até Henri Ford
A evolução dessas primeiras manifestações de negócios de forma conjunta tiveram sua estagnação a partir de Henri Ford. Ele, o mais famoso dos empreendedores que percebeu quais as vantagens em se especializar para ganhar mercado utilizando a larga escala de produção, para baratear custos. Desde Ford, até a chegada de todos os processos de internacionalização, na década de noventa, as empresas cresceram tendo a individualidade como foco central nos negócios e a particularização de seus produtos e serviços para ganhos de escalas. Seus colaboradores apenas precisavam de conhecimento naquele específico campo de atividade para se tornarem os melhores, sendo a partir dessa premissa possuidores das qualidades individuais para garantia de crescimento pessoal, como também para atingir o crescimento de sua empresa.
De volta as origens do modelo de convergência internacional
No mercado empresarial
O mundo da convergência internacional retornou a pauta de necessidades no pós-globalização. Com as devidas mudanças tecnológicas, as demandas da Era Renascentista estão de volta. Nesse retorno tudo deve ser observado tanto do prisma individual, da família, da profissionalidade e da empresa. Esse conjunto se trabalhado com o pensamento gregário fará com que todos os participantes pensem de forma convergente e não mais isolada. Para que haja crescimento nesse mundo da convergência internacional, as perguntas a serem feitas são estas: existe convergência no que fazemos; no que fazemos quem poderá nos ajudar; quem de nossa periferia de negócios pode ser convergente e ganhar mercado conosco; que tipo de cliente ficará satisfeito com essa convergência coletiva, entre outras tantas perguntas que doravante deverão ser feitas para depois serem respondidas. Para que essas respostas possam ser dadas e o sucesso das ações garantidas, os indivíduos devem ser treinados para entender qual a convergência existente no seu entorno.
Convergência internacional elimina a contaminação nacional
Para pessoas como eu que estudam o comportamento humano por meio da tradição cultural e cultura socioeconômica de um povo, uma empresa, uma família ou mesmo de um ser humano, atuando na individualidade, podemos em uníssono afirma que: “um ser sem cultura estaria ainda braqueando nas árvores”. Ocorre que, tendo uma sociedade a possibilidade de convergir para o mundo externo, ela se impregnará de novidades e mudará o status quo em relação ao conhecido. Uma sociedade voltada ao mundo interno se contaminará dessa realidade e verá o povo, a empresa, a família e a si mesmo, atuando na Caverna de Platão. Será sobre a diferença entre a impregnação e a contaminação que falarei a seguir.
Exemplos atuais dessa convergência não faltam
Recentemente ao treinar um grupo de agências de viagens, deparei-me com a dificuldade dessas empresas em entenderem que eles não mais eram mais concorrentes entre si, e sim, que a verdadeira concorrência estava na tríplice convergência: fibra ótica, softwares integrados de serviços e a WEB. Eles não acreditaram nesse mundo subatômico, afirmando sempre que seus clientes gostavam de ir até a agência, sentarem-se diante do emissor de viagem e programar a viagem de seus sonhos. Naquele mesmo momento, entre uma revista Veja de uma semana e a Veja da outra, nasceu uma Cia. Aérea de nome WEBJET, vendendo bilhetes para todos os que quiserem, mais barato, rapidamente, sem necessidade de agente de viagem, aos moldes de empresas internacionais que atuam dessa forma a mais de dez anos. Essa categoria socioeconômica está contaminada pelo mundo interno.
Querem outro exemplo. Desisti de prestar consultoria para um grupo de cinqüenta fabricantes de moda. Fizemos um excelente trabalho em um ano de atividades, no sentido de diminuir os custos, descobrir qual o mercado que esse grupo deveria investir, chegando ao supra-sumo determinístico de apontar quais os bairros que comprariam suas mercadorias. Quais os principais clientes para revenda, quais as cidades mal trabalhadas, os erros que estavam cometendo, enfim, um verdadeiro trabalho de geoprocessamento inédito. Redução total de custos e aumento real de vendas. Todos aqueles envolvidos ganharam dinheiro, pontuais, com economia de escala nunca antes visto. Mas, eles arraigados na tradição mental que são concorrentes ente si, não aproveitaram em nada do tudo o que foi realizado, não tendo ao menos a deferência para com essa consultoria em assistir uma apresentação dos excelentes resultados obtidos. Alegaram não ter tempo. Fazer o que? Hoje, continuam preferindo reclamar que os produtos importados estão acabando com seu mercado, sem perceber que, ao internalizarem sua produção nos moldes dos chineses, eles seriam melhores e poderiam vender para um mercado que representa cinqüenta por cento do mercado nacional, como também exportarem para a Europa, pois, tínhamos também conseguido local para tanto. Infelizmente, mesmo sendo empresas que vendem novidades todas as coleções, estão enquanto empresários contaminados pela visão do nacionalismo que há anos pretéritos trabalharam pouco e ganhou muito. Mas, passados alguns meses desses dois exemplos, o que tenho visto são agências e fábricas que já faliram, por estarem contaminadas por um mundo de negócios que não mais existe. Fazer o que? A cultura portuguesa da individualidade, do meu é melhor do que o dele, eu não me associo a nada e desconfio de tudo vem prevalecendo. Isso é chamado de contaminação empresarial.
Na família
As famílias necessitarão de novas orientações para descortinarem o que de novo em termos de tecnologia o velho modelo de convergência Renascentista está exigindo na postura entre pais, filhos e educadores. Todos deverão estar atentos aos questionamentos dessa nova geração que pensa e age convergentemente, tendo a geração dos educadores a necessidade de se aproximar mais e mais desse modelo, para diminuir as diferenças entre gerações.
Nos profissionais
Os profissionais se forem treinados e conscientizados da necessidade de esclarecer quais as convergências existentes em seus domínios de trabalho diários, poderão ser a alavanca que as empresas necessitam para estar diante das oportunidades e transformá-las em ganhos de mercado, eliminando dessa forma as ameaças.
Nas empresas privadas
As empresas privadas precisam ter em seus quadros de colaboradores profissionais que respondam as novas exigências desse mundo convergente. Todos os comandos necessitam serem dinamizados de forma a aproveitarem os possíveis processos de convergências e agregar com esse nosso conhecimento adquirido algo mais a seus produtos e serviços para transformar ameaças em oportunidades.
Nas entidades associativas
Em verdade, o novo modelo de convergência internacional chegou para que todos possam entender que a globalização era o primeiro aceno de que tudo estava diferente. A convergência internacional será o sinal verde para que as mudanças de fato ocorram. Por esse motivo exposto deve a entidade associativa levar essa boa nova para seus associados. Entidades doravante terão como meta ao menos explicar o que está acontecendo no mercado com o modelo de convergência internacional, para que o associado não seja ameaçado pelo mercado e um dia cobre da entidade associativa que nada lhe foi dito.
Nas entidades acadêmicas
Todos os estudos internacionais demonstraram que o Brasil vem ocupando o último lugar entre os países emergentes no que tange a educação, desde o ensino fundamental até o de terceiro grau. Essa má colocação tem reflexo no que toda empresa necessita de seus colaboradores: produtividade. Analisando os modelos propostos pelas entidades acadêmicas percebemos que passou da hora delas pensarem em abrir um horizonte que transpasse as fronteiras brasileiras. Esse é o momento propício para que todas as entidades acadêmicas tenham seus campus fora dessa educação precária que vem destacando os organismos internacionais a respeito delas.
Convergência Internacional – Ameaça ou oportunidade
Se um indivíduo, uma família, uma empresa privada ou associativa ou uma entidade acadêmica, enfim se o Brasil estivesse fazendo parte do primeiro mundo, diríamos que não haveria mal algum em não se preocupar com as mudanças do que existe no pós-globalização e os novos caminhos propostos pelo modelo de convergência internacional. Mas, sabedores que somos de como o Brasil está vivendo à margem desse novo modelo, sugerimos que todos os indivíduos, dirigentes ou não que desejarem crescer doravante, que ao menos reflitam sobre esse novo mundo da convergência internacional.
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