
Aquela noite fizera um armistício com o frio. Suave e calorosa estava. Sem lua, mas, com seu manto negro, pontilhada de reluzentes e brilhantes corpos celestes, a cobrir a bela Campinas. Fora convidado para uma palestra de Rubens Alves, meu dileto contador de histórias para adultos, igualmente apreciado pelas crianças. Mineiro de Boa Esperança, filósofo da vida, avô nas horas vagas, era Rubens e a noite de calor ameno, a certeza do agradável. O tema hilário “pipoca”. Um grupo seleto! Seres humanos com a vontade de ouvir aquele que, com seus livros infantis, desperta em mim a vontade de continuar a pensar como adulto, tendo meus repentes da melhor e adorada criancice.
A pipoca, Fernanda e Carolina
O espaço cultural era amplo. Por essas coisas de Deus, acabei sentando-me em um lugar que estava próximo à duas pessoas da mais tenra idade. Lindas irmãs que, ao findar a palestra, fui perguntar-lhes os seus nomes: Fernanda, que já ocupa seu espaço na terra há quatro anos e sua irmã Carolina de seis. Antes mesmo de iniciar a palestra, fiquei olhando para as lindas, lindas mesmo, garotas, e a imaginar que, seus pais, não tendo com quem deixá-las, optaram por levá-las ao evento.Imaginei que as garotinhas em determinado momento começariam a correr pelo recinto, fazendo seus pais desistirem de continuar ouvindo a palestra. Rubens Alves chegou no horário como lhe é peculiar e ao começar o encantamento da platéia, alguém da mesma, sacava sua câmara filmadora e iniciava a gravação do evento. Advinha, caro leitor, quem iniciara a filmagem? Fernanda. Essa guapa menina de olhos azuis estelar, de quatro anos, pegou sua câmara filmadora, exatamente do tamanho de sua mão e começou a filmar Rubens Alves. Em um determinado momento, ao falar sobre o porque a pérola surge, Rubens foi surpreendido pela resposta de Carolina, a irmã de seis anos que afirmou: “por causa de um grão de areia que fica dentro dela”.
Imantei meu coração de júbilo.
Pronto! A pipoca, Fernanda e Carolina estavam fazendo parte daquele cenário, cujo propósito era fazer pessoas pensarem. Imantavam meu coração de júbilo, aquelas duas dádivas Divinas. Reforçavam meus entendimentos de que, se houver estímulos, seres humanos são partícipes da atual convergência internacional. Mesmo tendo aquelas que somadas suas idades completam apenas duas mãos, no entanto, se somados os estímulos que recebem do Mundo Plano não teremos mais parâmetros para dizer qual a idade delas. Se considerarmos elas e seus estímulos, advindos do mundo subatômico, podemos defini-las como plenas de conhecimento sobre a Convergência Internacional, com idades “avançadas”, que se comparadas à idade de muitos que estavam na platéia e nada entendem de ligar uma simples câmara filmadora, essas lindas criaturas são mais desenvolvidas.
Nietzsche, o filósofo preferido de Rubens Alves
Rubens em sua particular forma de fazer pessoas pensarem expôs que, no cipoal de neurônios e axônios, composição física do pensar, aquele que pensa, necessariamente não vê as coisas como elas são. Que uma pedra para Drumonnd não denota uma pedra ou como uma cebola, para uma sua cliente, pôde se transformar em uma rosa molhada com suas pétalas brancas. Entre um encantamento e outro, destacou o quando gosta de Nietzsche e de tudo o que o filósofo alemão nos legou com seus questionamentos sobre o pensar. Na avenida do pensamento, Rubens desfilou pesadas e coerentes críticas ao nosso modelo pedagógico, referência feita a aversão de todas as crianças por livros. Como pedagogo de formação, Alves disse que os professores são propensos à fazer com as crianças, em relação aos livros, duas aberrações:incentivar o fichamento e interpretação, de livros e textos respectivamente.
A inversão no processo do pensar
Segundo Rubens, Nietzsche sempre foi contrário a tudo o que é colocar ordem no caos do pensar. Prática que professores, infelizmente, acabam invertendo no processo do pensar. Colocando ordem, acabam por tirar das crianças, o prazer pela leitura. Fichamento faz com que as crianças, percam a vontade de viajar no conteúdo, para ancorarem no porto seguro da realidade. Interpretações as fazem parar de pensar, para repetir ou imaginar o que o escritor quis dizer. Reforçou Rubens: “quando digo algo em meus livros, escrevo exatamente o que está escrito. De nada adianta os professores quererem tirar da mente de seus alunos, exatamente aquilo que eu não quis dizer”. Finalizou dizendo que, pessoas que têm um livro ao seu lado, nunca estão solitárias.
Presentear sempre com bons livros, menos os de auto-ajuda
Rubens sugeriu que devemos presentear com livros pessoas que gostamos, menos com os de auto-ajuda. Comecei a aplaudi-lo, com vibrantes palmas internas que ressoavam em meu coração. Explicou Rubens o por quê. Que pessoas não devem perder tempo com conselhos, pois, em sua experiência como professor, pai e depois como avô, não viu em suas prerrogativas em dar conselhos, resultados positivos, ou seja, conselhos que ele ofertou tiveram nenhum resultado. Portanto, livros de auto-ajuda, que são conselhos, nada trazem de positivo para as pessoas, a não ser, levarem as mesmas a ficharem suas vidas, tornando-as pecadoras, devedoras de pecados e dívidas que nem sempre são seus e sim da civilização. Continuou Rubens: todos nós sabemos como resolver nossos desconfortos diminuindo ou eliminando nossos sofrimentos, mas, nos falta coragem e não livros de auto-ajuda. Que livros, sem ser os de aconselhamentos, levam pessoas a nada pensar. É um ato de pura vagabundagem mental, para depois, com o cérebro descansado das agruras de nosso cotidiano, possamos de fato partir para a ação. Mudar mesmo e não filosofar sobre mudanças! Resumindo, que o ser humano precisa de livros para pensar e não livros para fazer fichamento de suas covardias diante das mudanças necessárias. E, Fernanda registrando tudo e Carolina olhando Rubens pelo visor da câmara da irmã.
Pensar necessariamente não precisa de fichamento nem de interpretação.
Deixei aquele recanto de lindas frases, longas histórias e a maravilhosa participação de Carolina, a única que depois da palestra fez uma pergunta para Rubens Alves, com a sensação de que não pensamos. E, se o fazemos, não percebemos a importância desse pensar, pelo simples fato de que, fomos obrigados por longo tempo a detestar livros, a não ser aqueles que estão na moda, e se lemos, não entendemos, se entendemos, não praticamos. Em leitura de muitos desses livros de aconselhamentos, sequer entramos no âmago da idéia central do autor, pensamos em nossa triste existência a cada página virada. Precisamos sim desses livros da “moda”, para estar com eles anexado por um tempo ao nosso “suvaco” ou em cima de nossa mesa, para que a humanidade acredite que somos intelectuais e temos como hábito o pensar. Porém, como afirmou Rubens, em rodas de prosas, temos com o pensar atual, falar duas coisas: futebol e da empresa, sempre negativamente é claro.
Pensar a vida sem fichamentos e interpretações
Enquanto meu sono teimava em ficar acordado, liguei a máquina registradora de pensamentos e escrevi essas singelas linhas. Do meu humilde ponto de vista, a intelectualidade deve ser o primeiro movimento de nossa alma. O alimento que fortalecerá todo processo de conhecimento que devemos levar vida afora. No entanto, informação por si mesma não é tudo. Fichamento de valores ou interpretação de nossas vidas não resolvem nossas jornadas repletas de necessidades de mudanças. Assim como excelentes vendedores de pacotes de viagens, nunca estiveram nos locais que afirmam maravilhosidades, excelentes conhecedores do Cristo que nunca tiveram o manifesto da bondade por Ele ensejada e escritores de conselhos nada praticam para si próprios, devemos ter em mente que, Fernanda e Carolina estão sendo estimuladas a serem e viverem no Mundo Plano, pós-globalização. Faço ao findar desse artigo, homenagens a Ana Feres pelo convite da palestra, a Rubens Alves pela magnitude da palestra, a explosão da pipoca tornando-se, de dura e amarelecida, alva e macia, diante de seu sofrimento frente ao calor excessivo, a Fernanda que com seus quatro anos, ao invés de ficar correndo em meio aos participantes, decidiu registrar um dos maiores filósofos da atualidade e a Carolina pela sua brilhante pergunta feita a Rubens Alves “ o que você acha da minha professora que pediu para eu criar um romance de um livro lido?”. E, em especial a minha própria mente, que entrementes, não deixou passar desapercebido a noite na qual a pipoca fez parceria com Nietzsche, Fernanda e Carolina.
A pipoca, Fernanda e Carolina
O espaço cultural era amplo. Por essas coisas de Deus, acabei sentando-me em um lugar que estava próximo à duas pessoas da mais tenra idade. Lindas irmãs que, ao findar a palestra, fui perguntar-lhes os seus nomes: Fernanda, que já ocupa seu espaço na terra há quatro anos e sua irmã Carolina de seis. Antes mesmo de iniciar a palestra, fiquei olhando para as lindas, lindas mesmo, garotas, e a imaginar que, seus pais, não tendo com quem deixá-las, optaram por levá-las ao evento.Imaginei que as garotinhas em determinado momento começariam a correr pelo recinto, fazendo seus pais desistirem de continuar ouvindo a palestra. Rubens Alves chegou no horário como lhe é peculiar e ao começar o encantamento da platéia, alguém da mesma, sacava sua câmara filmadora e iniciava a gravação do evento. Advinha, caro leitor, quem iniciara a filmagem? Fernanda. Essa guapa menina de olhos azuis estelar, de quatro anos, pegou sua câmara filmadora, exatamente do tamanho de sua mão e começou a filmar Rubens Alves. Em um determinado momento, ao falar sobre o porque a pérola surge, Rubens foi surpreendido pela resposta de Carolina, a irmã de seis anos que afirmou: “por causa de um grão de areia que fica dentro dela”.
Imantei meu coração de júbilo.
Pronto! A pipoca, Fernanda e Carolina estavam fazendo parte daquele cenário, cujo propósito era fazer pessoas pensarem. Imantavam meu coração de júbilo, aquelas duas dádivas Divinas. Reforçavam meus entendimentos de que, se houver estímulos, seres humanos são partícipes da atual convergência internacional. Mesmo tendo aquelas que somadas suas idades completam apenas duas mãos, no entanto, se somados os estímulos que recebem do Mundo Plano não teremos mais parâmetros para dizer qual a idade delas. Se considerarmos elas e seus estímulos, advindos do mundo subatômico, podemos defini-las como plenas de conhecimento sobre a Convergência Internacional, com idades “avançadas”, que se comparadas à idade de muitos que estavam na platéia e nada entendem de ligar uma simples câmara filmadora, essas lindas criaturas são mais desenvolvidas.
Nietzsche, o filósofo preferido de Rubens Alves
Rubens em sua particular forma de fazer pessoas pensarem expôs que, no cipoal de neurônios e axônios, composição física do pensar, aquele que pensa, necessariamente não vê as coisas como elas são. Que uma pedra para Drumonnd não denota uma pedra ou como uma cebola, para uma sua cliente, pôde se transformar em uma rosa molhada com suas pétalas brancas. Entre um encantamento e outro, destacou o quando gosta de Nietzsche e de tudo o que o filósofo alemão nos legou com seus questionamentos sobre o pensar. Na avenida do pensamento, Rubens desfilou pesadas e coerentes críticas ao nosso modelo pedagógico, referência feita a aversão de todas as crianças por livros. Como pedagogo de formação, Alves disse que os professores são propensos à fazer com as crianças, em relação aos livros, duas aberrações:incentivar o fichamento e interpretação, de livros e textos respectivamente.
A inversão no processo do pensar
Segundo Rubens, Nietzsche sempre foi contrário a tudo o que é colocar ordem no caos do pensar. Prática que professores, infelizmente, acabam invertendo no processo do pensar. Colocando ordem, acabam por tirar das crianças, o prazer pela leitura. Fichamento faz com que as crianças, percam a vontade de viajar no conteúdo, para ancorarem no porto seguro da realidade. Interpretações as fazem parar de pensar, para repetir ou imaginar o que o escritor quis dizer. Reforçou Rubens: “quando digo algo em meus livros, escrevo exatamente o que está escrito. De nada adianta os professores quererem tirar da mente de seus alunos, exatamente aquilo que eu não quis dizer”. Finalizou dizendo que, pessoas que têm um livro ao seu lado, nunca estão solitárias.
Presentear sempre com bons livros, menos os de auto-ajuda
Rubens sugeriu que devemos presentear com livros pessoas que gostamos, menos com os de auto-ajuda. Comecei a aplaudi-lo, com vibrantes palmas internas que ressoavam em meu coração. Explicou Rubens o por quê. Que pessoas não devem perder tempo com conselhos, pois, em sua experiência como professor, pai e depois como avô, não viu em suas prerrogativas em dar conselhos, resultados positivos, ou seja, conselhos que ele ofertou tiveram nenhum resultado. Portanto, livros de auto-ajuda, que são conselhos, nada trazem de positivo para as pessoas, a não ser, levarem as mesmas a ficharem suas vidas, tornando-as pecadoras, devedoras de pecados e dívidas que nem sempre são seus e sim da civilização. Continuou Rubens: todos nós sabemos como resolver nossos desconfortos diminuindo ou eliminando nossos sofrimentos, mas, nos falta coragem e não livros de auto-ajuda. Que livros, sem ser os de aconselhamentos, levam pessoas a nada pensar. É um ato de pura vagabundagem mental, para depois, com o cérebro descansado das agruras de nosso cotidiano, possamos de fato partir para a ação. Mudar mesmo e não filosofar sobre mudanças! Resumindo, que o ser humano precisa de livros para pensar e não livros para fazer fichamento de suas covardias diante das mudanças necessárias. E, Fernanda registrando tudo e Carolina olhando Rubens pelo visor da câmara da irmã.
Pensar necessariamente não precisa de fichamento nem de interpretação.
Deixei aquele recanto de lindas frases, longas histórias e a maravilhosa participação de Carolina, a única que depois da palestra fez uma pergunta para Rubens Alves, com a sensação de que não pensamos. E, se o fazemos, não percebemos a importância desse pensar, pelo simples fato de que, fomos obrigados por longo tempo a detestar livros, a não ser aqueles que estão na moda, e se lemos, não entendemos, se entendemos, não praticamos. Em leitura de muitos desses livros de aconselhamentos, sequer entramos no âmago da idéia central do autor, pensamos em nossa triste existência a cada página virada. Precisamos sim desses livros da “moda”, para estar com eles anexado por um tempo ao nosso “suvaco” ou em cima de nossa mesa, para que a humanidade acredite que somos intelectuais e temos como hábito o pensar. Porém, como afirmou Rubens, em rodas de prosas, temos com o pensar atual, falar duas coisas: futebol e da empresa, sempre negativamente é claro.
Pensar a vida sem fichamentos e interpretações
Enquanto meu sono teimava em ficar acordado, liguei a máquina registradora de pensamentos e escrevi essas singelas linhas. Do meu humilde ponto de vista, a intelectualidade deve ser o primeiro movimento de nossa alma. O alimento que fortalecerá todo processo de conhecimento que devemos levar vida afora. No entanto, informação por si mesma não é tudo. Fichamento de valores ou interpretação de nossas vidas não resolvem nossas jornadas repletas de necessidades de mudanças. Assim como excelentes vendedores de pacotes de viagens, nunca estiveram nos locais que afirmam maravilhosidades, excelentes conhecedores do Cristo que nunca tiveram o manifesto da bondade por Ele ensejada e escritores de conselhos nada praticam para si próprios, devemos ter em mente que, Fernanda e Carolina estão sendo estimuladas a serem e viverem no Mundo Plano, pós-globalização. Faço ao findar desse artigo, homenagens a Ana Feres pelo convite da palestra, a Rubens Alves pela magnitude da palestra, a explosão da pipoca tornando-se, de dura e amarelecida, alva e macia, diante de seu sofrimento frente ao calor excessivo, a Fernanda que com seus quatro anos, ao invés de ficar correndo em meio aos participantes, decidiu registrar um dos maiores filósofos da atualidade e a Carolina pela sua brilhante pergunta feita a Rubens Alves “ o que você acha da minha professora que pediu para eu criar um romance de um livro lido?”. E, em especial a minha própria mente, que entrementes, não deixou passar desapercebido a noite na qual a pipoca fez parceria com Nietzsche, Fernanda e Carolina.
2 comments:
Tarefa difícil esta a que me propus: comentar o que já foi claramente comentado; falar do que já foi fartamente falado!Tenho filhos que lêem sem entender e que são avessos à leitura em razão da obrigação escolar e que, embora me vejam sempre às voltas com a leitura, nunca incorporaram este hábito. Sem dúvida é necessário incentivar o hábito de ler (e pensar), mas não sabemos realmente como fazê-lo. Estou descrente dos métodos (deixe livros pela casa, comente leituras e temas interessantes). Estou achando que o gosto pela leitura, pensamento, já nasce, ou não, com as pessoas.
As pessoas que educam e estão presentes no dia-dia e o meio que vivemos são fatores que refletem positivamente ou negativamente na formação da personilidade, principalmente das crianças. No caso da espontaneidade das garotinhas, o fato é bem positivo e concordo plenamente que o futuro é agora...
As boas leituras realmente torna a visão mais clara diante dos acontecimentos diários e realmente essas leituras devem ser bem escolhidas.
Sobre os livros... são apenas objetos... tornam-se fonte de sabedoria e aprendizado apenas se lido e entendido.
Parabéns aos pais de Fernanda e Carolina e a elas que mesmo com tão pouca idade, buscam respostas para suas dúvidas....
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