Depois que o Divino nos concede a vida, Ele nos dá a certeza da morte, para que possamos “ascender” ou mesmo “descer” a outros patamares, dependendo, é claro, de nossas ações terrenas. O problema fica por conta desse átimo eterno entre o nascimento e a hora que deixamos de viver. O idealismo de cada um de nós pode e deve nos levar ao trabalho. Muito trabalho. Diante de nosso sucesso, podemos e devemos atingir algum tipo de poder. Pouco ou muito poder. Nesse momento dessa nossa existência, temos que exercer a vigilância sobre quem somos, o que queremos e a que viemos realizar nesse planeta. Dizia meu avô Eduardo: dê ao homem, nem que seja por um dia, o poder, para de fato saber quem ele é, o que ele pensa e como age ““.
A fralda – tendo como significado o despertar da vida
Somos um nada ao despertarmos para a vida. Dependemos de outrem para tudo, incluso para limpar nosso bumbum e trocar nossas fraldas. Assim começamos esse limiar do que seremos. Vamos aos poucos crescendo e somos “doutrinados” a vencer a qualquer custo. No cenário brasileiro, são destacados àqueles que fizeram fortunas incalculáveis. As notícias sobre esses “afortunados” os elevam a categoria dos que executam com “maestria” um excelente trabalho, realizado no curto prazo. Entenda-se em menos de dez anos. Nada sabemos sobre “afortunados” que têm sucesso, parcial, em décadas, com uma visão no longo prazo. Que sua ascensão profissional esteja pensando e atuando dentro da percepção da melhoria do processo educacional. Quanto ao sucesso de educadores, bem esses “desinfelizes” obtêm da mídia, destaque zero! Esses não aparecem nas listas dos “vencedores”.
Diferenças culturais: vantagens de uns e desvantagens de outros
Atente para esse pequeno e profundo detalhe querido leitor: ao compararmos cultura nacional e judaica, apenas como exemplo, veremos no judaísmo a forma na qual um jovem se torna homem - o exato instante de vida que o jovem souber ler e interpretar o livro lido. Em nossa cultura, será considerado “homem” quando o rapaz tem sua primeira “transa”. Perceba que marketing do conhecimento enleva os jovens judaicos aos caminhos do SABER, enquanto a nossa cultura destaca a qualificação SEXUAL. Percebam a distinção entre o PRAZER em ser homem nas duas culturas. Por isso, acredito, que o livro para a maioria dos “vencedores” nacionais, não passa de uma peça de retórica. Quando temos que ler, apenas o fazemos por pura imposição de nossos “temidos” educadores. Como curiosidade; lemos menos de um livro em média por ano. E quando começamos a “vencer” na vida, buscamos na matéria algo que nos enleve diante do sexo feminino, tais como: carros, iates, casas, helicópteros, aviões, enfim tudo o que denote poder, nunca o poder obtido por meio do saber.
Do trabalho – Como significado de vida produtiva
Segundo pensadores psicanalíticos temos que harmonizar durante nossa existência os seguintes fatores humanos: libido, obsessão e narcísico. O problema, assim acredito, está centrado em nossa vontade de sermos seres melhores e mais desenvolvidos cognitivamente falando, tendo a libido como alavanca que nos impulsiona nessa direção. É a libido que nos dá o apetite para todas as fomes que possuímos, quer seja: de trabalhar, de viver, de amar, de afeto, de prazer, entre outras fomes positivas presente na mente humana. O problema fica por conta da palavra libido que em si, vem sendo há décadas deturpada, tatuando-a como se ela fosse um fator centrado no sexo. Ter a libido e utilizá-la de forma harmoniosa é possuir uma mente fértil em propósito, objetivando o crescimento pessoal, orientando de maneira correta nosso desejo e apetite para o excelente fator da obtenção de uma vida melhor. Quanto a obsessão destaco que ela é o fator que nos impulsiona para cima, sempre focada no que escolhemos para desenvolver em nosso trabalho, originando em nosso ser, uma melhor qualificação do mesmo, para que tenhamos a certeza de que, poderemos mais e mais, conseguir alçar novos patamares. O narcísico enleva o homem para ele mesmo. Fazendo de sua imagem a melhor para ser relevante diante da sociedade. Portanto, libido, obsessão e o narcísico se harmonizados, diante do trabalho, amalgama de fato um profissional ideal, centrado no que faz, que ama o que faz, que gosta de si mesmo, tendo como reconhecimento, seu próprio desenvolvimento pessoal.
Quando diante do trabalho há a desarmonização da libido, obsessão e narcísico
As revistas que estão todos os meses nas bancas, para falar sobre o “sucesso” a ser alcançado pelas pessoas, no que tange ao profissional, destacam somente o lado do sucesso conquistado a qualquer preço. Os “gurus” que ditam fantasias sobre como obter o “sucesso” pregam metas inatingíveis. Ao ler esses temas cheguei a conclusão de que, milhões de profissionais estão em total desequilíbrio nesses três itens citados. Desequilibrados, esses milhões de colaboradores estão colocando a própria profissionalidade em risco, a família em perigo e criando uma couraça no entorno de si mesmo, cujos valores sagrados e artísticos não fazem presença em sua mente. Esses desequilíbrios de forma direta atingem os cônjuges, os filhos, e a intolerância para com tudo e todos. Infelizmente, diante de nossa imaginação fértil, somos seres polêmicos, podendo, se pressionados pela civilização, focar nossa imaginação para o mal. E, não me venham os puristas afirmar o contrário, pois, tivessem eles razão, que não nos deixamos influenciar pelas pressões da civilização, não teríamos tantos antidepressivos sendo vendidos em escalas planetárias.
Os descasos para com a vida e o futuro com o fraldão
Vivemos um país cujo sucesso deve ser dos “espertos” em detrimento aos éticos. Caso tenhamos dúvidas vejamos os descasos daqueles que são comandantes de empresas e entidades públicas. Façam as contas em horas treinamentos, do quanto investem na melhoria do ser humano. Quando se propõem treinamentos são qualificativos para produção e melhoria da produtividade. Quantos treinamentos para explicar que a filosofia pode melhorar o ser humano, tendo como foco final, a melhoria da produção e produtividade. Não bastasse a falta de consciência para com a melhoria humana, no que tange a filosofia, ainda apostam nos descasos para com os valores humanos que administram. Passam a vida profissional descompensados pelas exigências de um melhor padrão material de vida, se esquecendo de que tudo o que conquistam está baseado em trabalho de equipe. Mesmo com o narcísico desequilibrado ficam ricos, tornam-se famosos, aparecem nas mídias, dão entrevistas, fazem palestras sobre seus sucessos. Mas, inexoravelmente envelhecem. Acabam sendo esquecidos, pelo simples fato de que, somente lembramos daqueles que nos, indelevelmente, tocou noss´Alma. E, diante do espelho retrovisor de nossa existência, vamos olhando, lá atrás as oportunidades perdidas em sermos melhores. Não bastasse esse olhar, ouvimos o estentor de nossas vozes internas nos acusando de nada, filosoficamente falando, termos realizado em prol da civilização. Piorando ainda mais esse quadro dantesco, pendurado na parede esburacada de nossa existência, sentimos ao menos, uma mão carinhosa que está trocando nosso fraldão e nos limpando de nossas excrescências fisiológicas e, ainda assim, diante daquele mal cheiro que exalamos, recebemos como carinho, um sorriso!,Aquele mesmo sorriso que por muitas vezes deixamos de ofertar a humanidade.