Monday, October 22, 2007


Um jovem empreendedor de setenta e seis anos

Destacarei nesse blog um dos mais vibrantes congressos que a Estrutura Humana participou em 2007! Vibrante pela quantidade de jovens empresários presentes e por ser o CONAJE – Congresso Nacional dos Jovens Empresários -, a presença viva do que será o Brasil do futuro: “um país daqueles empresários que estiverem preparados”. Ah! Um futuro que já começou. Como todo congresso que se preze, estavam presentes autoridades, hoje não tão autoridades assim, pela falta de ética que vemos sendo praticada pelas “vossasexcelências”. Não tão autoridades, diante de tantos impostos que nos imputam e principalmente pelo descaso que tratam a categoria empresarial atualmente. No entanto, enfileirado entre as autoridades, uma que de fato considero uma autoridade: José de Alencar.

José de Alencar um jovem empreendedor

Depois da saudação coletiva comum em todos os congressos, tivemos o prazer de ouvir sua Excelência, o Presidente em exercício, o mineiro José de Alencar. De fala franca, simples, gostosa, como de todo mineiro, ele contou sua história de empreendedor. Deu destaque aos juros que teve que pagar para seu tio, quando foi começar seu primeiro negócio. Negócio, aliás, que, nunca mais parou. Coincidentemente, aquele jovem empreendedor, que naquela noite, dezessete de outubro, estava completando setenta e sete anos. Fato esse que sensibilizou toda a platéia, pois, segundo ele, fora um compromisso assumido um ano antes e que não queria quebrá-lo. Deixara a família para estar com todos aqueles jovens empreendedores. Coisa que não vemos mais em “vossasexcelencias”.

José de Alencar de fato mantém esse país nos trilhos

Tenho como hábito e todos meus amigos que lêem este blog sabem da acidez que trato a política nesse país. O faço pelo simples fato de que, a classe que represento, a dos empresários, é por demais deixada de lado nesse atual governo. Não agüento mais tantas e tantas esmolas para o povo. Sempre pergunto: de onde são retiradas às esmolas? A resposta é sempre a mesma: dos impostos que pagamos. Esses cada vez mais altos tendo esse mesmo governo criando ainda mais secretarias, televisão pública e projetos do PAC que de nada servem para nós empresários. Farei sempre crítica para todos os governos que não atenderem ao empresariado. È uma forma de me sentir envolvido com meu país desde os primórdios minha vida. Conheço o que representa para nós empresários, o partido do presidente Lula e sei que graças ao pensamento de José de Alencar, esse país ainda está nos trilhos da democracia. Não fosse nosso Vice-Presidente, como diria Regina Duarte: teria medo!

Insistimos com a África e Mercosul se poderíamos estar rumo a China, EEUU e Europa

Como sempre, nosso Vice-Presidente fez pesadas críticas aos juros cobrados pela equipe econômica da qual ele faz parte. Pode até parecer um paradoxo, mas, não é. Juros não são determinados pelos meirelles da vida e sim, pelo mercado o qual o Brasil está inserido. Não será o Brasil a determinar os juros para o próprio Brasil e sim, os gastos que o governo tem com suas contas, com seus delírios populistas e com seus movimentos equivocados do rumo ao nada que determinam esses juros. Qualquer ser pensante que se preze, deve estar percebendo que o governo atual, está abandonando toda sua fracassada estratégia de transformar esse país em uma Albânia - via os ensinamentos do Grande Capitão José Dirceu e camarilha -, fazendo valer todas as iniciativas do antigo governo. Essas sim poderão levar o atual governo a se desgastar um pouco menos. Com as críticas de José de Alencar, seu carisma de contador de “causos” e a franqueza própria de sua personalidade, fez a platéia ir ao delírio, aplaudindo-o em pé, algo incomum na atualidade, onde as vaias campeiam nossas “vossasexcelências” políticas.

O orgulho de José de Alencar em falar da cultura de sua família

Depois de falar por quase uma hora, tendo a platéia a ouvi-lo no mais delicioso silêncio, José de Alencar destacou o orgulho que tinha em ver seu filho e seu neto terem terminado um MBA na Universidade de Columbia. Falou como pai e avô mesmo! Relato de quem percebe a importância da cultura advinda do exterior para esse carcomido sistema de ensino. Área que de tão repetitiva, está deixando profissionais fora do mercado, por terem estes, a infelicidade cursar os “manjados” MBA nacionais, que não são outra coisa se não pós-graduações caça-níqueis, que em nada preparam seus alunos a não ser para continuarem frustrados.

O "gancho" para minha palestra que seria no dia seguinte

Nosso querido Presidente que estava exercício, mudou totalmente meu discurso do dia seguinte. Passei a noite em claro para adaptar uma nova mensagem para o evento. Em verdade, nosso Presidente ofertou-me a possibilidade em apresentar o que a Estrutura Humana tem de melhor atualmente: nosso braço internacional. Explico. Desde o findar do ano de 2006 a empresa que represento vem fazendo investimentos importantes em áreas internacionais voltadas para a educação empresarial. Como todos os principais envolvidos na empresa, possuem passagens importantes por mestrados e doutoramentos realizados no Estados Unidos e Europa, trouxemos o que há de mais moderno para ser desenvolvido junto aos empreendedores nacionais.

Um novo discurso para aquela jovem platéia

Com um discurso remodelado, pude no dia seguinte demonstrar para aquela seleta platéia de jovens empresários como eles poderiam fazer, com custos menores - muito menores -, um MBA americano, autêntico, sem ter que deixar o Brasil e sua empresa durante um ano e meio. Tendo esses jovens empresários a certificação americana e ainda mais, aprenderiam de forma eficaz, se comparado ao que aprenderam os familiares do nosso Vice-presidente. Os participantes desse MBA também fariam um curso atualizadíssimo de inglês por ser, é claro, um MBA totalmente americano. Todos os partícipes teriam a oportunidade de formar um network mundial, com a vantagem de estarem formando presencialmente, um network nacional. Fiquei feliz depois do que falei para toda aquela seleta platéia, tendo recebido feedback positivo pelas mensagens, por terem sido elas, voltadas às novas maneiras de se fazer negócios e um mundo plano.

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