Tuesday, July 29, 2014

Ensaio II – As escolhas baseadas em Silos e na Experiência.




Plagiando o locutor mais falado em transmissões esportivas (bem e mal) em seu programa esportivo: “...é amigos do esporte, o Dunga chegou”. Qual silo escolheria o Dunga? Apenas um. Aquele que está pouco se lixando para as vozes do povo brasileiro que apostava em modificações no futebol. Ah! Estava me esquecendo de nominar: a CBF. Isto mesmo um silo que está de costas para aquele que gasta seu tempo, seu dinheiro, sua energia às noites ou durante o dia, para assistir aos jogos da paixão nacional – o futebol. Assim age o fundador de uma empresa familiar: fica de costas para as necessidades que o mercado está clamando para que seu produto, serviço e empresa, se adeque às novas e emocionantes demandas do mercado. Aqueles fundadores que não agem dessa forma estão ganhando a #Copa de Todos os Mercados. Ora se é tão simples assim, basta olhar o mercado de frente, por que então os fundadores fazem o inverso?
  SIMBOLISMO DA EMPRESA FAMILIAR
(Estar) Empresa Familiar é um preceito histórico que remonta aos tempos feudais, quando a família trabalhava de sol a sol para ganhar seus sustentos e pagar parte de seus ganhos para os Impérios e Reinados daquela época. O tempo mudou, mas, o mundo continua com o mesmo modelo de Empresas Familiares, ou seja, um fundador, uma esposa e seus filhos que vão nascendo, crescendo e participando naturalmente daquela família que cuida de um empreendimento e pagando tributos para os Governos. Este modelo é chamado de Cultura Familiar
 CASAR A ESTRATÉGIA COM A CULTURA FAMILIAR
A Cultura Familiar não pode ser planejada, por ser simbólica e pouco de estratégia de longo prazo ela contém. Daí surge o primeiro confronto: a narrativa de parcimônia de que o fundador (es) deva(m) dar a mesma chance para todos os seus filhos e outros. Sabemos não ser este o caminho adequado, por conter na formula a total ausência de profissionalidade em se promover sucessor (es). No lugar da profissionalidade há espaço para a passionalidade familiar em oferecer espaço aos referidos sucessor (es). Como a Cultura Familiar é simbológica, ela somente acredita ter sucesso de forma natural e não profissional, o processo acaba não dando o resultado esperado e a cisão é inevitável. O casal (is) que começou (aram) tudo e se orgulhava(m) do sucesso, acaba(m) ficando totalmente infeliz (es).  No próximo blog: Ensaio III – A inocência arrogante e a triste realidade das empresas familiares.


A Copa das Copas acaboooooooouuuuuuuu! Plagiando o locutor mais falado em transmissões esportivas (bem e mal). Porém, é indubitavelmente saudável o legado que nos deixa para analisar a Teoria dos Silos nas empresas familiares; a questão da experiência. Em que se refere à Teoria dos Silos; quando a empresa se fecha em seus departamentos, tendo como limitador apenas um grande cilindro de idéias próprias e uma porta para entrar e sair às informações, ou seja: Organizações fechadas em suas próprias experiências.  Vejamos. O silo CBF! Hoje se sabe que este silo comandado a distância pelo sempre presente Ricardo Teixeira, mandou que seu fiel escudeiro José Maria Marin, manda-se às favas o técnico Mano Meneses e contrata-se um experiente para ganhar a #Copa das Copas. Marin que de bobo não tem nada, foi logo contratando dois, a saber: o Técnico – Luiz Felipe Scolari. Este depois de gastar muito dinheiro no Palmeiras com contratações direcionou o Alviverde para a Série B do Brasileiro; o Diretor Técnico – Carlos Alberto Parreira que treinou por último a seleção da África do Sul, tendo uma eliminação em casa de forma precoce. Os silos tinham: uma Copa de 94 e outra em 2012.  Convenhamos, para a Teoria, assim como em declarações deles; “o que aprendi em seis Copas que ganhar não é fácil. Envolve planejamento, relacionamento com torcedores, imprensa, etc. E isso já conseguimos, portanto, já estamos com uma mão na taça (Parreira)”. “Assumimos a responsabilidade de que temos que ser campeões. O povo abraço esta idéia. Quando se faz uma promessa, tem que se ir fundo (Scolari)”. Frases de início da #Copa das Copas.
“Fizemos um trabalho de planejamento de um ano e meio perfeito, mas, como enfrentar uma seleção que está a dez anos fazendo o mesmo trabalho (Parreira). “Eu assumo total responsabilidade por essa derrota por um placar inesperado (Scolari)”. Frases ao perdermos de sete a um para Alemanha e sermos eliminados.
Caros leitores desse blog percebam os silos dos responsáveis! Eles, Teixeira, Parreira e Scolari, estavam convictos que com toda a experiência passada por seleções em Copas do Mundo, tendo duas como referência de sucesso, era o suficiente para que; após 20  (Parreira) e 12 (Scolari) anos, a taça já estava em uma das mãos. Parreira com 71 anos e Scolari com 66 anos, se defrontaram com um técnico que nunca havia ganhado uma Copa do Mundo e está com 54 anos, ou seja, sem experiência na Teoria dos Silos.
Esse infelizmente é o discurso dos fundadores das empresas familiares sobre seus sucessores: “são ótimos, mas, lhes falta experiência”.
No Próximo blog – Ensaio II – As escolhas baseadas em Silos e na Experiência.