Monday, October 30, 2006

Negócio, o lulismo e o que Maslow tem a ver com isso?



Consumatum est! Lula está reeleito! Viva o Rei! Assim que ouvi no maior folhetim nacional, no mais terrível horário da semana, no tenebroso tempo mental daquele que percebe morte chegar, cuja ressurreição se dará somente quando os relógios anunciarem às dezoito horas, da próxima sexta feira, da semana entrante, que o Presidente Lula fora reeleito. Pensei: Lula precisa ler Maslow urgente! Isso mesmo, aquele pensador, filósofo, psicólogo, que deixou o divã de lado para excursionar pelas fábricas e descobrir o que motiva um ser humano. Abraham Maslow depois de anos de pesquisa (1943 a 1954), publicou seu livro Motivation and Personality (1954) e posteriormente, foi completado em seu livro Toward a Psychology of Being (1968).

Por que Lula precisa ler Maslow?

Ocorre que depois de quatro anos como presidente, Lula conseguiu atingir àqueles que tinham, segundo Maslow, apenas resolvidas uma das diversas hierarquias das necessidades humanas: a básica. Se ele resolveu essa hierarquia, foi pelo fato de que havia dentro de uma grande parcela da população, a insatisfação, a frustração, a tensão que leva a massa crítica às cavernas sóbrias do desconforto humano. Essa massa apenas recebia do Estado à garantia de ar, água, pouca ou quase nenhuma higiene, sono e sexo. Considero que nas áreas que ele recebeu as mais expressivas votações, sexo por lá não falta, o que falta é informação de que, ao fazer sexo, tendo somente as garantias acima citadas, crescerá a pobreza de forma abrupta e sem controle.

Diante de tanta bolsa esmola ofertada pelo Estado, Lula precisa ler Maslow urgente!

Assisti dois debates. Não agüentei mais os outros. Mesmimos, repetições impertinentes, chavões, bordões e outros argumentos requentados, tiraram meu desejo de continuar a ver aqueles dois debatedores. Mas, em nenhum momento deixei de pensar no que esperava o Lula, pois, que ele seria eleito. Essa dúvida eu não tinha. Tenho lido inúmeros colegas comentarem sobre o que espera o Lula, mas, nenhum deles imaginou a importância de Maslow para Lula, pois, o povo, depois de resolvido em sua hierarquia básica, irá cobrar a segunda hierarquia: a necessidade de segurança. Nessa nova cobrança por subir mais um degrau dessa hierarquia, Lula se deparará uma população que o cobrará de ter resolvido sua necessidade de estar livre de perigos, estar em segurança, ter sua necessidade de higiene completada para que tenha a segurança da saúde e para que tudo se encaixe em sua necessidade de preservação.

Para essas novas exigências da população, haja dinheiro e vontade política

Diante do quadro nacional demonstrado por meio do IDH (Índice de Desenvolvimento Urbano) Lula foi o grande vitorioso nos locais onde esses Índices aparece com os piores resultados. Distante do que tenho ouvido e lido nas mídias, o eleitor do Lula foi às urnas, não como o pensamento de continuar a receber as bolsas esmolas que todos os governos populistas ofertam, mais, estiveram presente às urnas por descobrirem entre os candidatos, aquele que poderá levar esse mesmo eleitor à nova hierarquia que motiva o ser humano: a segurança. Para a solução desse novo desafio o Presidente Lula, precisará de muito dinheiro. Normalmente, quem paga essa conta é a classe que lê esse blog. Essa classe até admira a inclusão social proposta pelo populista Lula, mas, nesse momento, a necessidade hierárquica da classe que paga a conta é ver a carga tributária diminuída. Aliás, promessa de campanha. Como se faz isso? Bem, nesse momento entra o maior dos desafios de um governo populista: fazer as reformas. Sabemos que o atraso nacional sempre se deu por conta da manutenção dos privilégios dos amigos do Rei, tendo para a classe média o pagamento dos impostos e para os pobres se davam as migalhas. Mas, nesse próximo mandato, esse que nada tinha, já recebeu as migalhas e agora quererá mais. Aquele que paga imposto, não vai querer pagar acima do que paga. Como sabemos que o Estado está sem dinheiro, somente restará ao próximo mandato de Lula promover os cortes nas despesas públicas. Acelerar uma reforma profunda, iniciando pela reforma política, do Judiciário, para que tudo seja rapidamente julgado e a impunidade não ganhe as ruas. Pegar “pesado” na reforma da Previdência. O pior de tudo terá que promover uma série de privatizações, principalmente, no que se refere às infra-estruturas, estradas, portos e outras necessidades que poderão fazer esse país crescer. Tirando o marasmo do crescimento, dos míseros patamares de quase três por cento, nesse seu último mandato. Novamente cito Maslow: como fazer algo que o próprio Lula disse que se eleito não faria?

Leia Maslow Lula e em caso de dúvidas fale comigo

Caro presidente, quando o Senhor foi eleito há quatro anos passados, escrevi um artigo que conclamava Vossa Excelência para que, como um trabalhador advindo da metalurgia, acostumado aos trabalhos pesados e expostos turnos fabris, aos quais todos os seus colegas continuam são expostos atualmente, fizestes o mesmo como Presidente. Vimos durante esses seus quatro longos anos, que trabalhar para o bem da Nação não foi de fato seu forte. As notícias e fotos que tivemos observando nas mídias nacionais e internacionais mostravam sua preferência pelo churrasco, a bebida e as constantes viagens pelo Mundo, fato normal para uma pessoa humilde que se aproveita das facilidades do poder, por não saber se distante dele poderá realizar esse sonho de todos nós. Essa falta de vontade para com o trabalho Presidencial, fez com Vossa Excelência impusesse um afastamento das decisões presidenciais. Em realidade o Senhor promoveu uma espécie de terceirização para toda aquele “espécie” de “amigos” que o Senhor confiava. Em realidade um punhal sedento de poder, associado as mais insanas mentes (segundo o Senhor) o atraiçoou pelas costas. Portanto, Presidente, leia Maslow, pois, em sua obra está a saída para o seu segundo mandato. E, saiba que esse mesmo povo que o reconheceu como seu Pai Salvador, será aquele que, se não satisfeito, com a solução de seu próximo degrau da hierarquia das necessidades humanas, o transformará em Padrasto muito rapidamente.
Ah! Presidente. Lembre-se que o Senhor será cobrado apenas pela ascensão desse combalido povo para o segundo degrau, portanto, somente resolva este, pois, existem muitos outros para serem resolvidos em um futuro próximo.

Monday, October 23, 2006

DIA DO PROFESSOR, DO VENDEDOR DE SEGURO E AS OPORTUNIDADES PERDIDAS

Depois de uma final de semana de trabalho, incluso o sábado, nada melhor do que despertar no domingo, em horário no qual o corpo sente que está descansado, tomar um delicioso café da manhã e fazer uma longa e despretensiosa corrida. Adoro corridas longas, do tipo: mais de vinte quilômetros ou acima de duas horas. Correndo, posso observar tudo, pensar em tudo, pois, é meu momento de isolamento, para resolver toda a semana que se seguirá, planejar o que é prioridade, enfim, isolar-me com apenas um short de corrida, um par de tênis e muito pensamento por praticar. Foi durante essa última corrida, domingo passado, que percebi no longo do trajeto pelo qual passava, uma série de outdoor´s comunicando os seus leitores sobre a necessidade de jovens prestarem vestibular. Todas essas grandiosas placas de propaganda, sem exceção, prometiam um lugar ao sol para o futuro aluno assim que ele se formasse. Como veterano em oferecer aulas por vinte e quatro anos, para milhares de jovens, sei muito bem que, qualquer futuro aluno que faça a inscrição nessas faculdades, podem levá-las ao Procom, por anunciarem o que nunca desejam e pretendem cumprir.

Oportunidade perdidas em melhorar a qualidade humanística das propagandas universitárias

As faculdades privadas atuais, com raras exceções, de fato oferecem o céu para o desejoso futuro universitário, porém, todos esses incautos podem esperar o inferno depois de formados. A qualidade de ensino no Brasil é péssima. Sempre falei sobre isso e fui muito criticado pela minha classe acadêmica, mas, a verdade sempre acreditei que um dia viria a tona. Depois da globalização essa verdade se escancarou diante de nossos olhos, pelo simples fato de que, podemos comparar a qualidade de um aluno que se forma na Coréia e naquele se forma nas terras Tupiniquins e executam a mesma tarefa. Diante da comparação que as empresas transnacionais fazem, somos considerados os piores formadores de universitários, entre os países emergentes, quando são levados em conta os quesitos que uma empresa necessita para a contratação de um funcionário. Ou seja, as faculdades nacionais de fato não atendem ao mercado. Mas, felizmente, esse é um dado positivo para mim, que além de professor sou consultor de empresas. Não por acaso que sempre fui escolhido paraninfo de turma, por ter ofertado aos alunos a mais pura verdade: meu conhecimento de mercado, coisa que a maioria dos meus colegas não tem a mínima idéia do que se trata. A grande maioria dos meus colegas tem a competência em ler as mais atualizada bibliografias internacionais e acreditar que elas se encaixam na realidade empresarial brasileira.

A falta de sensibilidade dos dirigentes de empresas universitárias

No entanto, a perda a oportunidade não está somente na falta de qualidade de ensino, apenas destaquei essa falta de qualidade para fazer uma ponte da falta de vontade política dos dirigentes dessas faculdades em relação ao dia dos professores. Em minha longa corrida, como afirmei, passei por inúmeros outdoor´s que ofereciam essa propaganda enganosa, entretanto, o que chamou minha atenção foi à falta de humanidade dessas faculdades em não ter um único outdoor desejando para todos os professores um feliz dia deles, sendo que, encontrei diversos outros outdoor´s dando os parabéns para os vendedores de seguros, sendo os mesmos patrocinados pelas empresas seguradoras.

Vivendo um paradoxo pelo não aproveitamento da oportunidade

Sei perfeitamente que essas faculdades pouco ou nada se interessam pelas suas melhores referências de mercado: nós professores. Já que colocam inverdades nas propagandas, poderiam ao menos aproveitar a oportunidade de mercado e fazer um elogio àqueles que mantém a sua carteira de cliente durante quatro ou mais anos em alta. Nem isso essas faculdades se dão ao trabalho, pois, para o fluxo de caixa delas, qualquer coisa que represente custo, quer seja a reciclagem de seus recursos humanos, os professores, até o elogio referendando seu dia, não são considerados investimentos. Esquecem até a questão humanística, a qual poderia tocar a emoção de um futuro aluno, fazendo de conta que essa faculdade ao menos se lembra que dia quinze de outubro é o dia dos professores. Continuei minha corrida e fui percebendo inúmeros outdoor´s fazendo propagandas governamentais, em todas as esferas e novamente, a falta de humanidade desses dirigentes: nenhuma alusão homenageando o dia dos professores. Atenção caro leitor são esses mesmos dirigentes que afirmam que melhorarão a educação. Será? Eles sequer lembram daqueles que podem fazer a diferença para que essa melhoria ocorra. Finalizando, parabéns aos dirigentes de seguros que ao menos enalteceram a classe e aumentaram meus conhecimentos, pois, eu não sabia que professores e vendedores de seguros dividem o dia quinze de outubro. Outro conhecimento, fiquei sabendo que dá para confiar mais nos dirigentes de seguros no que nos dirigentes universitários, que na maioria das vezes são professores. Que paradoxo!

Monday, October 16, 2006

Enxergando nosso atraso pela janela do trem


Tempos atrás, vi passar pela janela de um carro que dirigia Europa adentro, algo inusitado para um brasileiro: um trem que em segundos desaparecera de minha vista, dado sua incrível rapidez. Olhando o velocímetro do carro, percebi que perdera o trem de vista, mesmo estando a cento e oitenta quilômetros por hora. Calma! Caro leitor, não estava infringindo a lei, ocorre que por estar em uma pista de rolagem que não permitia baixa velocidade, era obrigado a “voar” naquele carro. Aquela cena nunca mais saiu de minha cabeça. Nesse final de semana prolongado, deixei o conforto de minha residência, os pensamentos sobre meus trabalhos e relaxei meu corpo em uma confortável poltrona de um trem, que partiria por entre montanhas, seguiria por longas horas a beirada de um caudaloso rio, sendo que depois de quatorze horas me deixaria à beira mar.

Muito além do conforto

Um trem, horas e horas de paisagens e muitos jovens em busca daquele mesmo mar que eu buscava, ofertam aos passageiros curiosos como eu, inúmeros motivos para fazer dessa viagem uma lição de vida. Papo vai, papo vem com a “galera”, que somente viam naquele caminho de ferro, naquelas cadeias de montanhas e naquelas plácidas e caudalosas águas, motivo para reclamar da demora daquele trem, contrariavam meu motivo que enxergava aquela juventude, uma oportunidade de conversar com ela sobre o que representava aquela viagem. Além do preço baixo da passagem, a demora, às duas horas de atraso, aquela viagem para aqueles jovens, segundo eles, representava apenas um elo entre o centro de Minas Gerais, a partir de sua Capital e a chegada ao mar, na bela Vitória.

Não deixei passar a oportunidade de constatação de nosso atraso

Além do atraso do trem, percebi o atraso da mente daqueles jovens, não por culpa deles, mas, por não terem tido eles, a oportunidade tácita de sentir a velocidade de um trem globalizado. Quando temos apenas a construção mental de nosso próprio reflexo, ou seja, a nossa própria imagem, acreditamos que a realidade é aquela por nós refletida. Aqueles jovens aceitaram aquele trem e seus sete mil e duzentos segundos de atraso, pelo fato de não terem uma comparação do que é um trem que desaparece da vista de uma pessoa, mesmo estando ela a quase duzentos quilômetros por hora. Assim é a globalização. Somente agora que competimos com as mesmas ferramentas que outros países que percebemos o atraso desse trem chamado Brasil.
Empresa oferecendo empregos e desempregados atrasados

É com pesar que lemos todos os dias empresas reclamarem de seus custos na tentativa de contratação de pessoal. Mesmo tendo esse volume de desempregados no Brasil, vemos empresas estarem dispostas a deixar o Brasil e partirem para países que tenham esses velozes trens mentais desenvolvidos. Lemos que empresas reprovam noventa e cinco por cento dos entrevistados, por não terem eles a mínimo minimorum para, ao menos, terem condições de serem treinados. Não estou falando sobre vagas de mecânica espacial, e sim, de pessoas entrevistadas para trabalhar em telemarketing, lojas de departamentos, livrarias, entre outros setores que apenas o empregado tem contado com outros seres humanos. São desclassificados pela falta de cultura mínima, palavreado chulo, falto de entendimento de texto, e acreditem, por não saberem resolver questões matemáticas que envolvem juros simples.

Nosso trem não descarrila, mas, de nada serve

Como consultor e professor universitário, fico pensando no movimento desse trem da vida brasileiro, que segue seu rumo, sem grandes chacoalhadas, sem descarrilamento, sem pressa e o pior, sem rumo. Nosso trem não está preparado para chegar a lugar algum. Esse fato demanda séculos. Trocamos a Maria-Fumaça pelo Mario-Diesel, mas, o trem continua lento, lentidão que nos serviu até os anos noventa, quando não tínhamos que nos comparar a nada, bastava olharmos em nosso espelho do atraso e vermos que éramos assim mesmo. O espelho mundial da globalização é ágil, dinâmico, ético, moral e desliza a mais de trezentos quilômetros por hora, portanto, quando tentamos enxergar nossa imagem nesse espelho mundial, nada vemos, pois, nosso reflexo é lento demais.

Thursday, October 05, 2006

O Vendedor neurótico, o psicótico a ética


“Segundo a psique humana, uma mente normal sonha construir uma casa, uma mente neurótica com a construção de um castelo e a mente psicótica sonha em construir o maior castelo, mas, acaba vivendo na ilusão de que esse castelo é real e que esse psicótico vive nele”.
A pergunta: você é um vendedor ético? Sua conduta de trabalho contém sempre a verdade? De tempo em tempo você renova o conteúdo de sua conduta de trabalho com novos produtos, novas promoções, novas vendas, novas filosofias de vida, novas formas de levar o lucro para seu cliente, mantendo a velha e querida ética?
Você como vendedor tem sido um instrumento de superação, um mensageiro com soluções para seus clientes? Já sei que nem tudo é fácil para você. Mas, mesmo sabendo dessa dificuldade que é vender algo, você vendeu para seu próprio “SELF” que ter ética é se manter para sempre no mercado?
Sua proposta de trabalho e sua pasta que contém toda as planilhas para solucionar problemas dos clientes, quando colocada para descansar ficando no mais escondido recôncavo de seu escritório, tendo gravada em sua alça, as marcas da mão que a carrega, acompanhada de toda sua história de angústias, de sofrimentos, de ansiedades, tem como companheira a ética? Enfim, você pontua sua vida, nesse cenário de história, com a marca indelével da ética no tratamento para com seu cliente? Agindo assim, você vai criando seu próprio <>, seu próprio modo de ser como vendedor. Talvez você tenha adotado um ou diversos estilos como vendedor, espero que em nenhum desses estilos tenha faltado à ética. Seus estilos podem ser o parental, sério, solene, distanciado, crítico e exigente. Pode ser também um estilo adulto, pensador, que informa e pede informações, que decide segundo a realidade, não segundo seus preconceitos ou suas emoções momentâneas. Também pode ser que tenha adotado o estilo criança, sempre alegre, sorridente, emocional, descontraído, sentimental, bonito. Ah! Não faltou a ética em nenhum deles, não é mesmo?
Qualquer que seja o estilo adotado para atender àquele que você prometeu algo, a primeira lição é: seja ético. Mas, seja no sentido da prática e não no da defesa da ética. A mente normal pratica a ética a psicótica defende a referida, acredita que a pratica, mas, não o faz na prática. O psicótico prega a ética, depois que seu cliente acreditar na pregação o psicótico age sorrateiramente e o apunhala pelas costas.
Temos que aprender a lição de que todo vendedor, antes de vender seus produtos, ele vende a si mesmo e quem é ético, vende a si mesmo para sempre. Um vendedor é um homem que leva continuamente inscrito, em sua camisa, um letreiro com estes dizeres: “em um mundo de tantas mentiras, compre-me, pois eu represento a verdade, por ser ela, dentro dos preceitos filosóficos o pilar da ética”.

O vendedor psicótico diz, mas, não pratica ética.

Temos conhecido inúmeros vendedores que falam sobre a ética, a defendem, mas, no momento em que o cliente acredita e compra seu produto, recebe o tapa antiético na cara. Esse psicótico vendedor em seu castelo de cartas, no qual ele reside, tende a enaltecer um pequeno problema. Agiganta o problema, exagera na análise do mesmo, disseca-o para depois propor soluções, tão <>, que resultam impossíveis na prática. Tomando decisões apressadas, aéticas, sem o mínimo respeito aos seus clientes, rompem com o que havia sido prometido. Tomam decisões sem possuir os conhecimentos necessários e as informações suficientes sobre o problema, e quando questionados, negam que tenham errado, colocando sempre a culpa em outrem. Quando esse vendedor psicótico deve apresentar um plano de trabalho, visa só a realidade externa de seus interesses, sem levar em conta os princípios religiosos, éticos e morais do mundo que o cerca. Quando pegos novamente em seus pecados pela falta de ética, afirmam não saber de nada. Coloca sempre a culpa no mais próximo, em suma, o outrem é o verdadeiro culpado. Em seus planos de trabalho não se importa muito em estar por dentro do que prometeu ser, nem com as reações emocionais dos clientes, nem em conhecer o produto, no qual afirmou ser o melhor, tanto o produto como ele. Esse vendedor psicótico, por praticar o “olhar-umbilical” desde o sempre, por nunca ter estudado para melhorar seus próprios conhecimentos e de seus produtos, ter planejado atender da melhor forma seu cliente, falou tanto de ética, que mesmo não a praticando, acabou por acreditar que era o paladino da ética perante seus clientes. Tenho acompanhado essa doença psicótica dos vendedores cujas mentes constroem castelos e acreditam na ilusão própria de que residem de fato neles. Esses vendedores psicóticos por estarem sempre muito bem informado sobre métodos e técnicas de com enganar o cliente, possuem tantos desmandos aéticos que acaba esquecendo que o cliente, um dia, não mais acreditará em suas meias-verdades, em suas promessas, em seus pronunciamentos sobre a qualidade que seu produto oferece. Quando esse dia chega na consciência do cliente, que percebeu ter sido enganado por um longo tempo, esse vendedor de ilusões e não de produtos, perderá o mercado para o concorrente.