
O Brasil e a China, a China e o mundo, quantas disparidades!
Estive na semana passada em uma palestra patrocinada pela FIEMG, com o Embaixador da República Popular da China, Sr. Chen Duqing, palestra esta na qual fiquei ainda mais aturdido, com o desenvolvimento daquele país. Aturdido não por compará-lo ao Brasil, que perde até para a Argentina, mas, em relação aos países que são de fato desenvolvidos. Acreditem não tem para ninguém! Nada segura a China à não ser ela mesma. Uma breve abertura do Embaixador. Morre em 1976 Mao Tse-Tung, nasce para a modernização chinesa Deng Xiaoping com o programa denominado Quatro Modernizações. Objetivos eram conseguir a suficiência alimentar para os chineses, desenvolver a indústria geradora de emprego para os migrantes do campo, reequipar as forças armadas, investimentos em ciência e tecnologia para atingir a eficácia da qualidade mundial. Finalizando esse quadripé, abertura para os investimentos estrangeiros. Esse foi o embrião do programa predecessor ao que conhecemos como socialismo chinês.
O conhecimento sobre o Brasil do Embaixador
Sabemos que a China nos sufoca, não somente a nós, mas, a todos os países que são seus competidores. Porém, vale uma ressalva ao Embaixador Chen Duqing, ele é uma demonstração viva de como vale um trabalho realizado no longo prazo. Basta salientar que ele disse “estou aqui para vender o meu peixe” em seguida afirmou: “a língua portuguesa é meu ganha pão”. Aliás, fala o português sem sotaque, falando corretamente os “r”. Ele é a simpatia em pessoa! Poderia ser um grande político brasileiro, ou seja, questionado sobre a toda exportação chinesa que sufoca pelos preços baixos os países concorrentes, o Embaixador responde com uma fala coerente, convincente e atraente. Mesmo que o público ouvinte saiba que a China está anos luz de ser uma real economia de mercado, pelas falhas na estrutura de benefícios e salários. Conhecendo a precariedade dos encargos empregatícios chineses, se comparados aos elevados encargos de seus concorrentes, o público “docilmente” aceitou as respostas do Embaixador. Nem foi citado que no socialismo chinês não permite ainda a presença de ações sindicais.
Explorando o conhecimento do Embaixador
Fiz a seguinte pergunta: “como o Brasil vai absorver os produtos chineses se hoje existem pressões para melhoria de qualidade de vida de nossos trabalhadores advindas da O. I. T., sendo que sobre a China não existe nenhuma pressão"? Reforcei: "mesmo que exista a China não está preocupada em atender a demanda de seus trabalhadores". Finalizei a pergunta: "em sendo assim não teremos preço para acompanhar os preços de similares chineses". Ele, simplesmente respondeu que a China tem graves problemas em relação aos a qualidade de vida de seus funcionários, mas, que o Poder Central tem procurado melhorar esses quesitos. Não disse quando, nem como o Poder Central está realizando essa melhoria. Reforçou ainda dizendo, o Brasil tem que pensar também pelo lado positivo: "a China vem segurando a inflação de centenas de países, pois, tendo produtos de qualidade com preços baixos, a demanda interna acaba sendo servida pelos produtos chineses e o país detém um melhor controle da inflação". Só faltou o público aplaudi-lo! Perguntei também sobre os valores de salários médios dos chineses nas regiões de produção de produtos para exportações e quando são os percentuais que são recolhidos de encargos. A resposta: “não temos um índice confiável ainda, mas, o Poder Central está procurando estabelecer um mínimo para os trabalhadores”. Perceba leitor o Embaixador é de fato um funcionário de carreira exemplar, conhecedor e admirador de seu país. A platéia seguia atentas as respostas e aumentava cada vez mais a admiração pelo Embaixador que sabe detalhes sobre o Brasil que muitos políticos brasileiros não tem a mínima idéia.
O disparate Brasil se comparado à China
O Embaixador disse algo que deveria ter marejado os olhos de muitos presidentes brasileiros. Afirmou o Embaixador que tinha uma certa inveja do desenvolvimento brasileiro na década de setenta, pois, acreditava naquele tempo que o Brasil seria uma grande potência ao findar daquele milênio, fato esse que nunca aconteceu. Ele ainda argumentou que o Brasil era naquela época um exportador de inúmeros produtos acabados e semi-acabados para a China, algo que anos depois se inverteu. Ele disse ainda que o empresariado brasileiro não está voltado ao desenvolvimento para exportações e que o sucesso da balança comercial do Brasil está relacionado com exportações de matéria prima básica. O silêncio às afirmativas dele foi quebrado por um depoimento meu: afirmei serem os empresários brasileiros distantes aos processos de exportação pela dificuldade em falar outras línguas, dificuldades em querer saber tacitamente como funcionam outros países, enfim, nossos empresários de fato preferem atuar no mercado interno somente. É claro que fui questionado por alguns dirigentes e aplaudido por outros. Independentemente da polêmica sobre o empresariado, todos saímos satisfeitos com o encontro. Foi como estivéssemos caminhando para o cadafalso satisfeitos com a simpatia do nosso verdugo.
Estive na semana passada em uma palestra patrocinada pela FIEMG, com o Embaixador da República Popular da China, Sr. Chen Duqing, palestra esta na qual fiquei ainda mais aturdido, com o desenvolvimento daquele país. Aturdido não por compará-lo ao Brasil, que perde até para a Argentina, mas, em relação aos países que são de fato desenvolvidos. Acreditem não tem para ninguém! Nada segura a China à não ser ela mesma. Uma breve abertura do Embaixador. Morre em 1976 Mao Tse-Tung, nasce para a modernização chinesa Deng Xiaoping com o programa denominado Quatro Modernizações. Objetivos eram conseguir a suficiência alimentar para os chineses, desenvolver a indústria geradora de emprego para os migrantes do campo, reequipar as forças armadas, investimentos em ciência e tecnologia para atingir a eficácia da qualidade mundial. Finalizando esse quadripé, abertura para os investimentos estrangeiros. Esse foi o embrião do programa predecessor ao que conhecemos como socialismo chinês.
O conhecimento sobre o Brasil do Embaixador
Sabemos que a China nos sufoca, não somente a nós, mas, a todos os países que são seus competidores. Porém, vale uma ressalva ao Embaixador Chen Duqing, ele é uma demonstração viva de como vale um trabalho realizado no longo prazo. Basta salientar que ele disse “estou aqui para vender o meu peixe” em seguida afirmou: “a língua portuguesa é meu ganha pão”. Aliás, fala o português sem sotaque, falando corretamente os “r”. Ele é a simpatia em pessoa! Poderia ser um grande político brasileiro, ou seja, questionado sobre a toda exportação chinesa que sufoca pelos preços baixos os países concorrentes, o Embaixador responde com uma fala coerente, convincente e atraente. Mesmo que o público ouvinte saiba que a China está anos luz de ser uma real economia de mercado, pelas falhas na estrutura de benefícios e salários. Conhecendo a precariedade dos encargos empregatícios chineses, se comparados aos elevados encargos de seus concorrentes, o público “docilmente” aceitou as respostas do Embaixador. Nem foi citado que no socialismo chinês não permite ainda a presença de ações sindicais.
Explorando o conhecimento do Embaixador
Fiz a seguinte pergunta: “como o Brasil vai absorver os produtos chineses se hoje existem pressões para melhoria de qualidade de vida de nossos trabalhadores advindas da O. I. T., sendo que sobre a China não existe nenhuma pressão"? Reforcei: "mesmo que exista a China não está preocupada em atender a demanda de seus trabalhadores". Finalizei a pergunta: "em sendo assim não teremos preço para acompanhar os preços de similares chineses". Ele, simplesmente respondeu que a China tem graves problemas em relação aos a qualidade de vida de seus funcionários, mas, que o Poder Central tem procurado melhorar esses quesitos. Não disse quando, nem como o Poder Central está realizando essa melhoria. Reforçou ainda dizendo, o Brasil tem que pensar também pelo lado positivo: "a China vem segurando a inflação de centenas de países, pois, tendo produtos de qualidade com preços baixos, a demanda interna acaba sendo servida pelos produtos chineses e o país detém um melhor controle da inflação". Só faltou o público aplaudi-lo! Perguntei também sobre os valores de salários médios dos chineses nas regiões de produção de produtos para exportações e quando são os percentuais que são recolhidos de encargos. A resposta: “não temos um índice confiável ainda, mas, o Poder Central está procurando estabelecer um mínimo para os trabalhadores”. Perceba leitor o Embaixador é de fato um funcionário de carreira exemplar, conhecedor e admirador de seu país. A platéia seguia atentas as respostas e aumentava cada vez mais a admiração pelo Embaixador que sabe detalhes sobre o Brasil que muitos políticos brasileiros não tem a mínima idéia.
O disparate Brasil se comparado à China
O Embaixador disse algo que deveria ter marejado os olhos de muitos presidentes brasileiros. Afirmou o Embaixador que tinha uma certa inveja do desenvolvimento brasileiro na década de setenta, pois, acreditava naquele tempo que o Brasil seria uma grande potência ao findar daquele milênio, fato esse que nunca aconteceu. Ele ainda argumentou que o Brasil era naquela época um exportador de inúmeros produtos acabados e semi-acabados para a China, algo que anos depois se inverteu. Ele disse ainda que o empresariado brasileiro não está voltado ao desenvolvimento para exportações e que o sucesso da balança comercial do Brasil está relacionado com exportações de matéria prima básica. O silêncio às afirmativas dele foi quebrado por um depoimento meu: afirmei serem os empresários brasileiros distantes aos processos de exportação pela dificuldade em falar outras línguas, dificuldades em querer saber tacitamente como funcionam outros países, enfim, nossos empresários de fato preferem atuar no mercado interno somente. É claro que fui questionado por alguns dirigentes e aplaudido por outros. Independentemente da polêmica sobre o empresariado, todos saímos satisfeitos com o encontro. Foi como estivéssemos caminhando para o cadafalso satisfeitos com a simpatia do nosso verdugo.

