Thursday, August 28, 2008

MITOS, VERDADES E MENTIRAS PRESENTE NA CULTURA FAMILIAR


MITOS: COMO DIFERENCIÁ-LOS DAS VERDADES E MENTIRAS?

Como preservar nossa história. Hoje? Simples escreve-se e guarda-se em um arquivo. Pronto! Criado e arquivado. E quando a maioria era analfabeta e não existiam os computadores? Foram os gregos que nos legaram as formas de contar histórias de seu povo e, principalmente, passá-la de gerações para gerações. Tudo o que é reprimido se torna mito. Mito é a criação humana para os símbolos, os quais, ao serem criados nos ajuda na criação mental de nossos direitos e deveres para com a humanidade.

A ponta do iceberg dos mitos, verdades e mentiras

Como um povo de característica imaginativa, que repassava essas histórias desde os três mil anos pretéritos, se comparada com outros povos, além de contarem suas histórias para serem arquivadas na mente humana, ainda, construíam criaturas chamadas de deuses e semideuses, para representar os cidadãos gregos daquele tempo. Os deuses representavam para os gregos, seres imortais. Participavam de uma suposta divindade, sendo, outrossim, um ser superior diante natureza dos humanos. Abaixo deles existiam os semideuses, que eram superior ao homem comum e estavam abaixo dos deuses, eram heróis, filhos de divindades, fruto de um acasalamento entre um ser divino e um mortal. Perante a vida, era considerado um ser de feitos extraordinários, superior pela força, criatividade, genialidade, talento, tendo ainda a gloria e as honras que lhes eram atribuídas.

A preservação histórica

A função daquela forma de preservação histórica trouxe para nossos dias as delícias conhecidas como “mitos”. Eles, gregos, eram exagerados na forma e no significado, ação comunicativa para que as pessoas pudessem entender todos os aspectos sociais daquele tempo, tais como política, economia, sociedade, família, relação conjugal, pessoalidade e outras manifestações de fenômenos, quer sejam humanos, naturais ou históricos. Os gregos não tinham outra forma de se comunicar com as novas gerações suas próprias realidades fenomenológicas, ou seja, não sabiam como ocorriam os fatos desconhecidos para a ciência daquele tempo, daí a necessidade de criarem formar e histórias que, ao menos, explicasse o porquê dos fenômenos que aconteciam.

Os argumentos comunicativos

Mesmo não existindo mais a necessidade desse argumento comunicativo, diante de todas as descobertas da ciência moderna, na atualidade ainda preservamos esse formato mitológico para manter nossas mentes ligadas as questões históricas. Em realidade gostamos tanto das invenções gregas e de seus imaginários que os utilizamos em nossas necessidades explicativas diárias, sempre fazendo da mitologia grega uma forma comparativa de nosso cotidiano. Em realidade utilizamos em larga escala os mitos antigos para explicar o momento atual. As explicações que temos para as questões da a sensualidade, da juventude, das modificações que ocorrem na natureza humana, na política, na sociedade, na propagação e convencimento político/social, nas orientações cognitivas, o fazemos por meio dos mitos. Enfim, utilizamos em larga escala os mitos gregos. Tudo o que ocorre na natureza do ser, não está somente no consciente e sim, uma grande e indesvendável parte está em nosso subconsciente. Assim, o mito era uma alegoria, não podendo ser considerado verdade, mas, por ser Verdade Revelada, não poderia ser considerado mentira.

O formato mitológico

Os gregos buscavam explicações para tudo àquilo que os cercavam. Para os acontecimentos e, sempre utilizavam de uma imaginação fértil, descrevendo por meio da comunicação oral seus sentimentos pelos seus deuses e semideus mitológicos. Detalhe: aos gregos comuns não se permitia o questionamento do que um mito representava. Caso alguém do povo o fizesse, as respostas eram “não racionais”. Diante da dúvida humana, os comandos daquele tempo buscavam esclarecimentos nos oráculos. Na Antiguidade era o ponto máximo para quem os consultavam, obtendo dessa forma as respostas. Quem podia consultar essas divindades eram os sacerdotes, que processavam o que era a Verdade Revelada e transmitiam as respostas. Esse local considerado um santuário, era propício às revelações dos deuses para os humanos. A Verdade Revelada era irrefutável, infalível e que revelava uma grande autoridade. Essas palavras divulgavam conselhos, opiniões de total confiança, cuja proveniência eram dos sábios. E, quem se rebelaria contra a “Verdade Revelada?” Dúvidas e tendências futuras eram comunicadas pelos oráculos em extensas consultas. Oráculo Delphos era o mais conhecido. Esses oráculos por se tratar de divindades não poderiam ser contrariados. Para os gregos agradar as divindades era uma das formar de tornar suas vidas mais “leves”, serem mais felizes, não terem árduos fardos para carregar, sentir menos culpa, não serem martirizados.

Os seres imaginários dos gregos e as representações das várias camadas sociais

Para entendermos como esse contexto mitológico chegou até nossos dias, perceberemos que os mitos gregos eram compostos de heróis, seres acima da camada comum dos mortais. Na eterna sabedoria grega, para que as gerações futuras entendessem aquela sociedade, os deuses tinham filhos com seres humanos. Deuses assim agindo sexualmente e tendo sua prole com seres humanos, ofertavam àquele povo a imagem de algo acima dos seres humanos, mas, preservavam os defeitos, algo que era semelhante ao ser humano grego. Reafirmando: todos os deuses e semideuses tinham defeitos, ou seja, eram deuses com as características e os defeitos humanos, porém, eram deuses e semideuses. Os mais conhecidos entre nós: Zeus (deus), Aquiles e Hércules (semideus), para não nos alongarmos em todo esse universo grego.
Como uma sociedade é constituída de homens e mulheres, os gregos criavam também seus mitos femininos. Assim sendo, existiam as singelas donzelas, chamadas de ninfas, seres com características femininas, que transpareciam felicidade, alegria, amor, tristeza, gula, luxúria, avareza, medo e raiva.

As mazelas humanas

Para ilustrar todas as mazelas humanas mitos gregos habitavam o Monte Olimpo, eram imortais, mesmo possuindo características humanas, tendo como movimento social, todos os elementos que movem a sociedade desde aquele tempo, até nossos dias, tais como, a inveja, ciúmes, traição, paixão, amor, medo, ira, tristeza, volúpia, sensualidade, sexo, trabalho, alimentação, alegria, euforia, enfim, tudo o que temos como seres humanos, por esse motivo que os deuses eram a realização da união de deuses com mortais.

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