OS REIS E AS CORTES FAMILIARES E SEUS “PRESTADORES DE SERVIÇOS”
Ao propormos falar da empresa familiar temos que voltar um pouco no tempo, pois não podemos nos referir à família sem que antes sejam consideradas as transformações ocorridas em seus modelos, que se deram de acordo com o contexto histórico de cada época. E, sempre analisar que, essas famílias eram comandadas por um rei. O exemplo dos reis chegava aos pais de famílias e as cópias eram elaboradas de acordo com o figurino de cada época.
Famílias e a evolução delas no tempo e no espaço cultural
Comecemos pela família aristocrática, que tinha como características: o tipo de habitação não favorecia a privacidade; as condições sanitárias eram precárias; não se atribuíam cuidados maternos, pois os bebês eram amamentados pelas amas-de-leite, e sua criação não era papel das mães - por isso, a criança não privilegiava a figura dos pais; as atividades sexuais eram reconhecidas, inclusive para as mulheres e crianças.
Outro modelo é representado pela família camponesa, que dava maior importância à aldeia onde todos estavam ligados por um laço de dependência, tendo também a função de regular a vida cotidiana dos indivíduos. Havia ainda a desvalorização da privacidade e pouca preocupação com a higiene e com as atividades sexuais da criança. A mãe camponesa criava os filhos de forma integrada às relações com a comunidade.
O importante modelo para as empresas familiares está na presença da família colonial brasileira, cuja cultura chegou para a empresa familiar, até os meados do pós-Segunda Guerra mundial. A sociedade no período do açúcar era marcada pela grande diferenciação social. No topo da sociedade, com poderes políticos e econômicos, estavam os senhores de engenho. Abaixo, aparecia uma camada média formada por trabalhadores livres e funcionários públicos. E na base da sociedade estavam os escravos de origem africana. Era uma sociedade patriarcal, pois o senhor de engenho exercia um grande poder social. As mulheres tinham poucos poderes e nenhuma participação política, deviam apenas cuidar do lar e dos filhos.
A casa-grande era a residência da família do senhor de engenho. Nela moravam, além da família, alguns agregados. O conforto da casa-grande contrastava com a miséria e péssimas condições de higiene das senzalas (habitações dos escravos). A primeira geração industrial no Brasil (Séculos IXX e meados do Século XX) mantém essa mesma cultura.
Com a família burguesa, novos padrões de relações familiares foram criados: a família se fechou em si mesma, separando a vida pública da vida privada, com divisão dos papéis sexuais - a mulher era responsável pela vida doméstica, pela organização da casa e pela educação dos filhos - e com a definição de novos padrões de higiene. Este modelo constitui o ponto de partida da configuração familiar de nossos dias, sobre o qual se deram importantes transformações, que comentamos a seguir.
A família proletária, num primeiro instante, foi caracterizada por formas comunitárias de dependência, em que as crianças iam trabalhar muito cedo nas fábricas, em condições sanitárias terríveis, e os filhos não eram criados com atenção, pois os pais não tinham tempo.
As transformações continuaram, até chegarem ao rompimento dos vínculos com a comunidade: houve melhorias nas condições de vida dos trabalhadores, a mulher ficou isolada no lar, cuidando da educação dos filhos, enquanto o homem ia trabalhar.
A busca da emancipação feminina trouxe uma reformulação na estrutura da família contemporânea, sendo os serviços domésticos divididos entre o homem e a mulher, pois esta passou a "conquistar o seu espaço", aproveitando as oportunidades de realizar atividades fora do lar, como estudar, se profissionalizar, enfim, dividir com o homem o sustento da casa. Este talvez tenha sido o maior e mais importante impacto no funcionamento da instituição familiar da atualidade.
A chamada revolução cultural contemporânea, em boa medida como conseqüência da emancipação da mulher, resultou em formações de núcleos familiares fora do padrão pai, mãe e filhos. As separações dos casais, permitidas por leis civis específicas em quase todos os lugares do mundo, levaram à formações de núcleos distintos, ou seja, considera-se uma família o núcleo formado por pai (ex-marido) e filhos, ou por mãe (ex-mulher) e filhos.
Contaminação familiar e seus mitos
Por que temos dificuldades de comunicar o amor ao próximo? Porque não sabemos o que são pessoas pertencentes a nossa família e quais as que pertenceram e não mais pertencem, mesmo conservando a consangüinidade. Para falarmos sobre o amor interfamiliar temos que observar os estudos existentes sobre o comportamento humano, desde o nascimento de cada ser, época na qual se desenvolve o respeito mútuo entre partes afins, até os dias atuais de sua existência. Esse respeito segundo a moderna psicologia familiar é a fusão de:
COMPROMISSO+CONFIANÇA=RESPEITO
Portanto, somente nos ocorre ter respeito por alguma pessoa, ao sentirmos que este alguém está de fato comprometido conosco. Se esse compromisso perdurar por médio e longo prazo teremos a certeza de que é uma pessoa confiável.
Impregnação familiar pelos diferentes tipos de inteligência
Como entender e respeitar as pessoas de uma mesma família se temos na civilização humana oito tipos de inteligência, a saber:
LÍNGUISTICA
LÓGICA
ESPACIAL
MUSICAL
CORPORAL
NATURALISTA
INTRAPESSOAL
INTERPESSOAL
Existindo essa multi-pluralidade de pensamentos poderemos comunicar o AMOR e o outro não perceber, por aceitar apenas um tipo de amor, justamente aquele ou aqueles que são preponderantes em seus modelos mentais. Teríamos que ser uma pessoa dedicada 24 horas para entender quem é o outro, formular uma comunicação específica, para que além de entender o que deveríamos comunicar, ter a certeza de que o outro estaria satisfeito com nossa comunicação sobre o amor a ele dedicado.
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