O que esses três destaques que fiz na chamada do artigo tem a ver entre si? O acordo e o desacordo. Esse artigo foi escrito depois que, reunido com uma empresa na qual sou consultor, percebi que o grande problema do capital de giro estava nos cheques não pagos. Cinqüenta por centos dos cheques não eram sem fundo e sim, cheques sustados. Essa metade que deveria estar corrente no ativo da empresa, foram sustados em sua grande maioria por “roubo” do talão ou desacordo comercial. Pois bem, vamos analisar sob a luz da verdade. Caso uma pessoa que pagou suas contas por meio de diversos cheques e teve seu talão de cheques roubado, ela com certeza, à luz da verdade, teria que sustar todos os cheques em branco. Ah! Essa pessoa é totalmente desorganizada, paga suas contas com cheques e não anota os pagamentos em um campo de anotações, cujo espaço foi colocado exatamente para que, ao chegar em sua casa ou empresa, possa dar baixa em sua conta corrente. Mas, essa pessoa de fato não é dada a anotação. Ato contínuo, ela ao sustar os cheques, deveria imediatamente, à luz da verdade, remeter para todos os clientes que tiveram seus cheques sustados, o valor em depósito, para a conta daquele que, acreditou em sua palavra que pagaria, o acordado, quer seja por meio de cheques ou outro valor monetário.
É isso que acontece? Infelizmente, não. As pessoas agem como agiu o mais novo populista das Américas, o senhor Evo Morales. Esse Rei latino americano, mais uma vez denota para o mundo que a América “latrina” é de fato uma grande latrina, cujos odores são sentidos a milhares de quilômetros de distância. O fedor que diversos Reis latinos exalam com suas fezes putrefatas pela falta de compromisso com os acordos que assumem e não cumprem. Portanto, essa é a mesma verdade que milhões de brasileiros exalam com suas “descarastes” cotidianas, ao sustarem seus cheques e não pagarem o que foi acordado, ou mesmo, devolverem a mercadoria, caso a questão seja o desacordo comercial. Pois, pelo menos o cheque sem fundo pode ser executado imediatamente.
Criticar nosso “lado” Evo Morales será que vale a pena?
Por todos os noticiários que tenho lido, percebi que pela primeira vez o governo que sempre quis dar calote nos empréstimos que fizemos, sentiu na carne quando o calote lhes é dado. A grande esperança ficará por conta da existência de um Foro Internacional que faça valer o que foi acordado entre o Governo da Bolívia e o Governo Brasileiro, pois, esses investimentos não foram realizados para o senhor Evo Morales, que terá uma passagem efêmera pelo Poder Central boliviano e sim, um acordo entre dois países que perduraram no Universo por tempo infinito. A esperança nesse Foro será que o mesmo faça com que, o Brasil possa ter a segurança de que se o Sr. Evo Morales nacionalizou todos os campos de petróleo e gás, negando todos os acordos realizados pelo Governo da Bolívia, portanto, para o povo da Bolívia, que explique o por quê e, imediatamente, restitua todos os investimentos, com a correção monetária internacional, do que foi colocado em investimento no solo boliviano.
Nosso Foro de reclamos será que vale apenas tê-los
Voltando à reunião que acabara de ter com meu cliente. Diante de valores expressivos que foram retirados de seu ativo circulante, por meio dessa esperteza nacional, percebi que o meu cliente, além do prejuízo pela falta de dinheiro em caixa, não teria o que fazer no curto prazo para reaver esse montante, pois nosso Foro, não prevê a possibilidade de sanções imediatas. Nesse país ninguém vai preso por falta de pagamento, nem mesmo aqueles que negam o pagamento alimentício para seu próprio filho. Tudo nesse país é passível de medidas suspensórias, para todas as demandas, as quais, um deve e o outro têm para receber. Nada funciona em nossos Foros de reclamações. Aqueles que são honestos e querem de fato acreditar que estejam fazendo acordos com pessoas que são honestas, ao perceberem que foram ludibriados, não tem a quem recorrer no curto prazo. Essa honestidade, não necessitaria de consulta nos SPC´s da vida, bastaria que os bancos que tivessem a boa vontade em não fornecer talões de cheques para pessoas que não tivessem a possibilidade de honrar o acordo. Mas, como deixar de contar com um dos serviços bancários mais rentáveis para os próprios bancos, que é o valor da cobrança por cheque sem fundo? Não espere caro credor que parta dos bancos alguma ação que possa tolher o mau pagador. Os bancos somente possuem uma excelente qualificação analítica de quem é bom e mau pagador, no momento que a eles são pedidos os créditos. Nesse momento, de fato eles sabem agir e fazer valer esse propalado acordo comercial. Quem não tem crédito ou é suspeito de não conseguir honrar o crédito solicitado, não leva dinheiro para casa mesmo.
A preferência pela safadeza e não pela verdade
Voltando ao senhor Evo Morales. Esse senhor está me deixando de careca em pé, caso tivesse cabelo eles que ficariam. Explico: depois de décadas de lutas para que fossem destituídos todos os caudilhos da América católica, temos visto, novos e maus intencionados caudilhos sendo colocados, pelo voto popular, em suas cadeiras de Reis desses mal fadados países, que além de carcomidos pela ignorância de seus povos, pela incúria de seus governantes, começam a ter aquela cara da insurreição contra acordos internacionais, sustando a seu bel-prazer acordos que foram realizados em nome do Estado de direito. Esse sintoma de volta ao passado das intervenções que em passado recente eram realizados pelo poder das armas, está modernamente tendo sua volta pelas mãos do populismo. Isso é deveras mal para uma América que está cada vez mais atrasada.
Porque é ótimo emprestar dinheiro para os americanos
Não é por acaso que o Governo Americano é o maior devedor do mundo e, mesmo assim, todo o possuidor de alguma reserva de dinheiro querem emprestar para esse grande devedor. Ocorre que, ao selar um acordo com o credor o Tesouro Americano cumpre. Esse cumprimento de obrigações faz toda a diferença na hora que necessitam de crédito. Sempre ouvi que não se deve emprestar dinheiro para pobre. Depois, ao ler a Bíblia entendi porque. Tem uma passagem que um pobre não tem dinheiro para pagar ao seu credor que era rico. Depois da explicação do por que não poderia pagar, o rico senhor entendeu a situação daquele pobre e o libertou de ser seu escravo pelo resto da vida (esse era o castigo para o mau pagador). O pobre satisfeito com a decisão estava voltando para sua casa, quando viu na fila dos devedores, uma pessoa mais pobre ainda do que ele, que lhe devia. Imediatamente, mandou que aquele devedor fosse feito seu escravo. Por isso caros leitores, fazer negócios com países pobres, não somente pobre monetariamente falando, mas, de pobreza mental, não é lá uma das coisas que gostaria de fazer. Desculpem-me aqueles que defendem o Mercosul, mas, se eu fosse presidente da República, voltaria todos meus investimentos para a América do Norte e Europa. O presidente do México assim o fez, e hoje o México passou o Brasil em exportações e investimentos para países ricos, sendo que, com esse dinheiro está melhorando a vida de seus cidadãos.
L.C. Bocatto - Diretor da Estrutura Humana
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