Ah!!! Como é bom viver no mundo subatômico. Mundo regado a Internet, blogs, Orkut, comunidades e tantos outros ferramentais que nos permite viver on-line com o planeta Terra. Recebi diversos recados de amigos sobre o sucesso que esperam com o lançamento do meu livro. Diante do mundo subatômico, esses recados vieram de forma imediata, precisa e concisa, sem a necessidade de passar pelas lentidões das filas que temos que enfrentar nos Correios e Telégrafos, quando dele necessitamos. Além do empecilho do horário, nossa necessidade não pode ultrapassar as 17:00 horas, hora na qual, para a surpresa geral, encerra suas atividades. Ah!!! Não queiram também utilizar os Correios aos sábados, pois não funciona. Coisas do mundo mecanicista.
Curiosidade dos amigos.
Amigos, além de serem amores escolhidos, são coisas para se guardar ao lado esquerdo do peito. São pessoas dotadas de curiosidades sobre tudo o que ocorre com o a outra ponta, desse novelo de lã que acaricia a pele e nos aquece nas relações de mão-dupla. Baseadas nessas curiosidades querem eles saber o que escrevi no bojo do livro; quais os assuntos que poderão fazer com que pessoas leiam o referido e pratiquem alguma mudança; se tenho a sensação de sucesso ou se será mais um livro sobre sucessão familiar. Bem, como vivo em um mundo subatômico, no qual o que mais sabemos dele são suas probabilidades do certo ou do erro. Mundo que não nos dá certeza de nada. Apenas, espero que os leitores gostem e divulguem. Estou na torcida, como percebi que meus amigos também estão, para que ele, de fato, seja um sucesso. Sucesso não pela fama, mas, pela possibilidade de conter uma mensagem que possa agregar famílias e manter a sucessão. Em relação às mensagens que passei em suas duzentas e setenta e duas páginas, posso garantir que, em diversos capítulos tive a sensação, ao escrevê-los, que se tratavam de algo inédito para essa área.
Alguns destaques para matar a curiosidade dos meus amigos.
O próprio título, que nem é meu, foi uma sugestão do meu padrinho de literatura, Roberto Godoy, aquele que primeiro acreditou em minha força de escritor e que, durante seis anos, abriu as portas do maior jornal do interior do Brasil, o Correio Popular de Campinas, para que no Caderno de Economia, eu pudesse trocar informações com os milhares de leitores daquele matutino. Por que o DNA da encrenca, quiseram saber meus amigos. Ocorre que, para sabermos se um filho é nosso ou não, basta fazer um exame de DNA, cujo resultado afirma ou nega a paternidade. No mundo da sucessão temos que processar outro DNA: o da vivência no mundo subatômico ou mecanicista, dos predecessores e sucessores.
O resultado desse DNA constrói ou destrói as sucessões familiares
Quando o resultado do DNA cognitivo entre gerações for negativo a encrenca estará formalizada e precisará de muitas mudanças, principalmente, na cabeça do predecessor. Essa mudança será necessária para que ele possa acompanhar a mente subatômica do sucessor. Falo também da herança cultural que temos. Esse capítulo extremamente político-cultural, destaco o por quê somos essa Pátria na qual descremos do executivo, legislativo e judiciário, ou seja, negamos todos os ritos existentes no Hino Nacional. Nesse capítulo, escancaro a origem desse modelo mecanicista, patrimonialista e oligárquico, no qual a cultura brasileira está inserida. Para que tenhamos uma noção da importância desse capítulo, afirmo que o Brasil é governado por reis-do-tudo-pode, onde referendo sua origem e que, esse modelo cultural, infelizmente, está presente nas empresas familiares. Durante vinte e tantos anos, pude deparar-me com esses reis-do-tudo-pode, comandando suas empresas, ou seja, mantendo a cultura que nos alicerça em pântanos da incoerência e nos destrói por termos nossa respiração subatômica sufocada pelo lodo da incompetência, que alaga as sucessões familiares nacionais.
Gosto muito do capítulo que fala sobre os sistemas dos organismos vivos
Fui buscar em Bogdonov, médico, cientista, filósofo russo, do começo do Século Vinte, as relações das organizações dos sistemas vivos e suas coerência e incoerência nas questões empresariais. Bogdonov, em 1917 percebeu que todos os organismos vivos que se desenvolveram, o fizeram mediante o arejamento que se deu em seu meio viventis. Ele prova que somente por meio da heterogeneidade é possível um organismo vivo mudar e solidificar essa mudança. Percebi que esse modelo científico se faz presente na família, na empresa e no país. Por meio de singelas comparações pude nesse capítulo afirmar: ao manter uma empresa sem o arejamento proposto por Bogdonov a sucessão é tranqüila, porém, a empresa, em seu primeiro momento perde vendas, depois a lucratividade, e finalmente, fecha suas portas. Por incrível que possa parecer, por meio de pesquisas que realizei entre centenas de empresários, que viveram no Brasil do mercado fechado. Esses capitães de empresas ainda velejam por seus mares fechados, com a ilusão de ver no horizonte de suas vidas empresariais, as lindas praias disponíveis somente para eles, onde novas empresas, produtos e serviços, não têm lugar naquelas límpidas e reluzentes areias.
Finalizo o livro com uma mensagem
Como todo livro que se preze tem uma mensagem final, depois de seus dez capítulos, encerro afirmando que, depois de uma empresa realizar seu sonho de permanecer aberta durante décadas, nesse país que é campeão do fechamento de empresas, o importante para que elas permaneçam “de-pé” é: ter na sucessão familiar a necessidade em construir e manter o quadrilátero social, indispensável para que de fato as sucessões ocorram. Esse quadrilátero está alicerçado no amor a filosofia, no respeito à justiça, na formação ética do indivíduo e na manutenção interna da religiosidade. Mas, para dar aquela sensação de desafio, ao fazer essas afirmativas, faço um jogral com a ironia socrática, em afirmar e perguntar ao mesmo tempo, ao leitor, se é possível construir e manter esse quadrilátero, em uma Nação cujos propositores do padrão referencial, da filosofia, da justiça, da ética e da religiosidade, nada fazem para manter esse país crescendo no logo prazo, mas sim, agem como se o Brasil fosse acabar amanhã.
Aguardem meus amigos novas notícias na próxima semana, sobre o que aconteceu no lançamento do referido livro. Para os curiosos, segue o link do maior evento da América Latina, no qual esse humilde escritor estará presente.
http://www.alshop.com.br/brasilshop2006/programacao_congresso.pdf
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