Monday, May 14, 2007

A CONTAMINAÇÃO DA EMPRESA



Terminando uma série de artigos sobre a convergência internacional, falarei sobre a contaminação interna da empresa e suas conseqüências em relação ao mercado. Foi-se o tempo que imaginávamos quais seriam os efeitos da globalização para as empresas nacionais. Não há mais espaço para o tema globalização. Hoje, fala-se sobre quais os caminhos que as empresas devem seguir para se manter no mercado. Na atualidade temos concorrências mundiais, queiramos ou não, são elas rápidas na tomada de decisões. Existem outras que, para o desespero do empresariado nacional, são muito, mais muito rápidas. No mundo da convergência internacional, parar para pensar em tomar decisões, pode levar empresas a perderem fatias importantes de mercado e em muitos casos: perderem o mercado.

Tomar decisões no escuro é a solução?

Perguntarão empresários e executivos: “então temos que arriscar no escuro”?. A resposta é não. Hoje, todos têm que estar com decisões prontas para serem tomadas na hora certa, no momento exato. Pesquisas, tendências, motivação de ganhar mercado, estímulo para os colaboradores, devem estar prontas para lançar no mercado. Essas novas e arrojadas ações devem estar sempre prontas na mente de todos os envolvidos no processo. Não há mais espaço para a centralização. Não há mais espaço para pensar o que fazer depois que a concorrência lançou algo que divida a fatia do mercado que pertencia a empresa. Dá-se a esse movimento flexível, inovador de rapidez nunca antes realizado de o nome de convergência internacional. Nesse movimento onde tudo deve estar pronto e convergindo para o mercado na hora certa e no momento aprazado é o que manterá a sobrevivência da empresa doravante.

Não temos mais tempo para olharmos para nosso umbigo

Imagine um time que entre em campo com a estimulação de não tomar gol, tendo do outro lado aquele time que quer marcar gol. Para todos nós “especialistas” em futebol, sabemos que o retranqueiro, tem que olhar para todos os movimentos do adversário e cuidar, ao mesmo tempo, de seu sistema defensivo, tendo, portanto, duas tarefas. Do outro lado, o time que quer marcar gol tem apenas uma tarefa: correr para a bola e levá-la para dentro das redes, ou seja, uma tarefa apenas. O futebol nos mostra que quem entra para segurar o jogo, tende a perder, por cansar-se muito diante de duas tarefas. Assim é o mercado. Enquanto a empresa que fica preocupada com suas próprias forças e fica pensando em qual estratégia a concorrência irá tomar, pode não ter fôlego na hora que o concorrente colocar a novidade para a clientela. Nunca o termo “correr atrás do prejuízo” foi tão verdadeiro. Quem corre atrás do prejuízo, já disse: está no prejuízo. Hoje, depois de implantada a convergência internacional, a frase é “correr em direção ao lucro”. A diferença não preciso nem comentar por ser claro em seus resultados”.

O poder de competição de uma empresa depende da agilidade do país

Os grandes motivos para uma empresa atuar no mundo da convergência internacional. Em primeiro lugar é ter seus colaboradores com mente internacional, levando aqueles que preparam e tomam decisões para o exterior para sentirem o “cheiro” do desenvolvimento convergente. Em segundo, ter a empresa com as qualidades que citei no subtítulo anterior. Porém, as empresas devem ter também como seu principal auxiliar o governo. Deve esse auxiliar resolver tudo o que lhe compete, ou seja, estar convergindo também nos padrões internacionais. Deve ter resolvido os seus sistemas tributários com coerência entre trabalho e capital. Ter um ágil e competente sistema de crédito, com juros em nível internacional. Esse governo deve ter também capital próprio para subsidiar suas indústrias quando elas são atacadas por subsídios externos. Esse tripé estando a disposição das empresas, faz com que elas de fato estejam convergentes e aptas a concorrer de igual para igual no pós-globalização. Em sendo assim, todos nós sabemos do calvário que empresas brasileiras passam diariamente. Infelizmente, no Brasil esse tripé não existe, tendo as empresas a desesperança de ficarem a mercê de uma mercado que não mais permite equívocos, quer seja da empresa, quer seja do governo.

A convergência propicia uma nova geração de vitoriosos

Antes da convergência internacional quem era grande, continuava grande por décadas. Agora, com todas as novas modificações que estão em andamento no mundo dos negócios, propiciam ser grande, pequeno ou médio, aquele que é mais ágil, flexível e inovador. Hoje, a competência não está mais no tamanho e sim, na coragem de ser inovador. ACREDITEM: não podemos mais nos balizar por esse pobre mercado nacional que não cresce a décadas. Sentir-se grande, hoje é para aqueles que vislumbram, independentemente do tamanho, pensarem em se tornarem grandes, aqui e, principalmente, tendo como parâmetro o mercado internacional. Esses corajosos estão procurando sua grandeza em convergência internacional e não mais na pequenez desse nosso contaminado mercado nacional.

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