I – UMA NOVA TEORIA PARA A DIAGNOSE
FAMILIAR
A empresa familiar está,
infelizmente e novamente, sentindo o sabor amargo da deterioração dos
preceitos que fundamentam qualquer economia no planeta. Ela enquanto empresa
familiar passou estes últimos seis anos enganado a si mesma, acreditando que seu
o sucesso era pura meritocracia da família e, portanto, deixou de olhar para o
futuro. Se nestes mesmos seis anos a empresa familiar foi transformada em
família empresária, o mesmo não ocorre pelo fato de que; não são as mesmas
famílias. Enquanto a primeira vive se autoenganando, a família empresária acredita
que o poder público está dissecando como um médico legista seus tributos pagos,
controlados online pelo “t-rex”, o qual tudo vê tudo cruza e tudo calcula, para
depois atacar com a harpia - a mais temível ave mitológica, o empresário que
estiver fora das curvas estatísticas (vale a pena conhecer como o governo
reconhece em seus programas da Receita Federal os sonegadores).
A família empresária por ser
totalmente integrada aos procedimentos investigativos - análise gestão de riscos
financeiros, reavaliando a cada fechamento mensal de suas demonstrações
contábeis, continua sua trajetória como se estivesse rodando em estradas
privatizadas - o pedágio seria analogamente uma consequência de investimentos
para melhoria empresarial. Agindo dessa forma não entra no jogo de manipulação
de dados, não acredita em sonegação por longo prazo, por saber que todo
corrupto age dessa mesma forma, assim sendo é mais fácil um corrupto conhecer o
empresário corruptor do que reconhecer o empresário honesto.
A FUNÇÃO DA TEORIA DA DIAGNOSE
FAMILIAR
A função da referida é buscar por
meio de análise de risco ao findar de cada mês; percorrer com lupa sua
carteira, tanto de fornecedores como de clientes, para entender o que está se
passando no mercado. Por meio da inteligência estratégica a qual consegue
entender as mentiras mercadológicas, pois, analisar o risco apenas internamente
de nada vale, até porque, a mentira mercadológica é contada do lado de fora da
empresa, quer seja por fornecedores, vendedores internos ou clientes, e quando
contadas e o empresário acreditar, acarretará perdas inenarráveis de
lucratividade.
Atualmente, em período de
volatilidade diante de governos com características sociais – gasta mais em
pessoal do que arrecadam, o mercado que durante os maravilhosos tempos de
commodities a preços quarenta por cento mais elevados, teve como base gastar
muito acima do que arrecadava, imaginando que seria eterno esse procedimento
por aqueles chineses e outros que necessitavam mais e mais de grãos, carnes e minérios.
Quando a farra do boi das commodities acabou, ou seja, os preços voltaram aos
patamares normais, o custo fixo do estado federal, estadual e municipal, não
pode ser trazido ao valor presente, ocorrendo um refluxo das contas a receber e
uma expansão das a pagar. Este foi infelizmente, o legado da Constituição
Cidadão, a qual se optou por cuidar do social, legado este que não foi
combinado com o povo e empresas que seriam eles que pagariam a promessa do Dr.
Ulisses e outros abnegados patrimonialistas que amam; primeiro em levarem para
suas “bases” uma parte do quinhão arrecadado, depois, arrancar o que resta para
seu próprio bem. Diante de todas as incertezas atuais; Copa e eleições, as
famílias empresárias e seus modelos de diagnose, detectaram em 2011 que haveria
problemas em 2014, colocando-se em movimento para estagnar todo e qualquer
processo de custos fixos desnecessários para suas operações.
Estive como consultor durante
esses três anos pretéritos peregrinando por empresas familiares e as transformando
em família empresárias, para que, com essa mudança de visão, imprescindível para
sua continuidade no mercado, implementassem alguns indicadores internos e
vários indicadores externos para que a estrada a ser percorrida, pudesse ser
aquela privatizada, ou seja, percorrer o caminho de mercado sem solavancos. Toda
vez que em consultoria deparo-me com autoengano familiar percebo o martírio da
empresa familiar, por ser uma instituição, na qual seus membros vivem
acreditando no céu empresarial, enquanto estão cegos e a caminho do penhasco do
inferno das perdas familiares, quer seja em (R$) reais ou MMA´s familiares,
cujos gladiadores; pais, irmãos, filhos e sobrinhos, servem de palco para o
fisco, fornecedores financiadores e outros.
Mesmo depois que o trabalho de
consultoria termina, acompanho de perto os resultados do redesenho dos Eixos
que foram desalinhados e percebo que; há uma maior tranquilidade na família
empresário do porvir, se comparado com a empresa familiar, que começa a entrar
em confronto intrafamiliar. Como sempre afirmo: “basta olhar para o fluxo de
caixa para saber se a empresa familiar está bem”. Porém, basta o fluxo de caixa
ir mal, para que a empresa familiar entre em derrocada. Um leitor desavisado
quanto à diferença entre empresa familiar e família empresária, poderá a partir
deste texto, perceber o quanto a TEORIA DA DIAGNOSE FAMILIAR é por demais
importante, para que sejam mantidos uns dos pilares dos Princípios Contábeis
que é o da CONTINUIDADE.
No
próximo blog tratarei; - O DESCONTÍNUO MUNDO FAMILIAR.
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