Monday, May 19, 2014



I – UMA NOVA TEORIA PARA A DIAGNOSE FAMILIAR
A empresa familiar está, infelizmente e novamente, sentindo o sabor amargo da deterioração dos preceitos que fundamentam qualquer economia no planeta. Ela enquanto empresa familiar passou estes últimos seis anos enganado a si mesma, acreditando que seu o sucesso era pura meritocracia da família e, portanto, deixou de olhar para o futuro. Se nestes mesmos seis anos a empresa familiar foi transformada em família empresária, o mesmo não ocorre pelo fato de que; não são as mesmas famílias. Enquanto a primeira vive se autoenganando, a família empresária acredita que o poder público está dissecando como um médico legista seus tributos pagos, controlados online pelo “t-rex”, o qual tudo vê tudo cruza e tudo calcula, para depois atacar com a harpia - a mais temível ave mitológica, o empresário que estiver fora das curvas estatísticas (vale a pena conhecer como o governo reconhece em seus programas da Receita Federal os sonegadores).

A família empresária por ser totalmente integrada aos procedimentos investigativos - análise gestão de riscos financeiros, reavaliando a cada fechamento mensal de suas demonstrações contábeis, continua sua trajetória como se estivesse rodando em estradas privatizadas - o pedágio seria analogamente uma consequência de investimentos para melhoria empresarial. Agindo dessa forma não entra no jogo de manipulação de dados, não acredita em sonegação por longo prazo, por saber que todo corrupto age dessa mesma forma, assim sendo é mais fácil um corrupto conhecer o empresário corruptor do que reconhecer o empresário honesto.

A FUNÇÃO DA TEORIA DA DIAGNOSE FAMILIAR
A função da referida é buscar por meio de análise de risco ao findar de cada mês; percorrer com lupa sua carteira, tanto de fornecedores como de clientes, para entender o que está se passando no mercado. Por meio da inteligência estratégica a qual consegue entender as mentiras mercadológicas, pois, analisar o risco apenas internamente de nada vale, até porque, a mentira mercadológica é contada do lado de fora da empresa, quer seja por fornecedores, vendedores internos ou clientes, e quando contadas e o empresário acreditar, acarretará perdas inenarráveis de lucratividade.

Atualmente, em período de volatilidade diante de governos com características sociais – gasta mais em pessoal do que arrecadam, o mercado que durante os maravilhosos tempos de commodities a preços quarenta por cento mais elevados, teve como base gastar muito acima do que arrecadava, imaginando que seria eterno esse procedimento por aqueles chineses e outros que necessitavam mais e mais de grãos, carnes e minérios. Quando a farra do boi das commodities acabou, ou seja, os preços voltaram aos patamares normais, o custo fixo do estado federal, estadual e municipal, não pode ser trazido ao valor presente, ocorrendo um refluxo das contas a receber e uma expansão das a pagar. Este foi infelizmente, o legado da Constituição Cidadão, a qual se optou por cuidar do social, legado este que não foi combinado com o povo e empresas que seriam eles que pagariam a promessa do Dr. Ulisses e outros abnegados patrimonialistas que amam; primeiro em levarem para suas “bases” uma parte do quinhão arrecadado, depois, arrancar o que resta para seu próprio bem. Diante de todas as incertezas atuais; Copa e eleições, as famílias empresárias e seus modelos de diagnose, detectaram em 2011 que haveria problemas em 2014, colocando-se em movimento para estagnar todo e qualquer processo de custos fixos desnecessários para suas operações.

Estive como consultor durante esses três anos pretéritos peregrinando por empresas familiares e as transformando em família empresárias, para que, com essa mudança de visão, imprescindível para sua continuidade no mercado, implementassem alguns indicadores internos e vários indicadores externos para que a estrada a ser percorrida, pudesse ser aquela privatizada, ou seja, percorrer o caminho de mercado sem solavancos. Toda vez que em consultoria deparo-me com autoengano familiar percebo o martírio da empresa familiar, por ser uma instituição, na qual seus membros vivem acreditando no céu empresarial, enquanto estão cegos e a caminho do penhasco do inferno das perdas familiares, quer seja em (R$) reais ou MMA´s familiares, cujos gladiadores; pais, irmãos, filhos e sobrinhos, servem de palco para o fisco, fornecedores financiadores e outros.

Mesmo depois que o trabalho de consultoria termina, acompanho de perto os resultados do redesenho dos Eixos que foram desalinhados e percebo que; há uma maior tranquilidade na família empresário do porvir, se comparado com a empresa familiar, que começa a entrar em confronto intrafamiliar. Como sempre afirmo: “basta olhar para o fluxo de caixa para saber se a empresa familiar está bem”. Porém, basta o fluxo de caixa ir mal, para que a empresa familiar entre em derrocada. Um leitor desavisado quanto à diferença entre empresa familiar e família empresária, poderá a partir deste texto, perceber o quanto a TEORIA DA DIAGNOSE FAMILIAR é por demais importante, para que sejam mantidos uns dos pilares dos Princípios Contábeis que é o da CONTINUIDADE.
No próximo blog tratarei; - O DESCONTÍNUO MUNDO FAMILIAR.

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