Tuesday, September 26, 2006

Por que as empresas, digo empresários, não se curvam às evidências?


Retroajo ao outubro de 2005, quando ofereci, a preços módicos, um estudo sobre o que aconteceria com o fluxo de caixa das empresas de meus amigos, amigos estes que recebem semanalmente esse blog. Para minha surpresa apenas dois responderam afirmativamente à oferta e de fato fizeram uma análise sobre o que ocorreria nos dois anos seguintes, ou seja, 2006 e 2007. A grande maioria ignorou minha oferta, mas, em meados desde fatídico ano de 2006, cantado por mim em prosa e números que, diante dos motivos de sempre, esse Brasil que não cresceria a taxas importantes, por serem as evidências claras, tais como: não cresce desde uma década, devido aos nossos imensos feriados prolongados, a malfadada Copa do Mundo e finalizando com as eleições, mais duas empresas contrataram esse serviço. Diante da realidade que antevi, baseado nas evidências, apenas quatro empresas, ao sentirem a sumiço do dinheiro em seu fluxo de caixa, antes de 2006 ou nesse mesmo ano contrataram meus serviços.

Como é bom ser analista transacional organizacional

Iniciei o blog com uma pergunta que eu mesmo respondo: os empresários não querem avaliar suas empresas e projetá-las para o futuro por dois motivos: primeiro porque acreditam que as têm sob rédeas firmes e curtas, podendo manejá-las no dia a dia sem sobressaltos, segundo porque diante de um consultor se sentiriam menos empresários. Sentir-se-iam menos empresários, por pertencer a uma cultura brasileira, na qual determina que o empresário precisa fazer tudo na empresa e saber tudo da empresa. Em verdade nossa cultura, repleta de grandes e perniciosas mentiras, vem durante décadas quebrando oitenta por cento das empresas médias e pequenas, enquanto nas culturas mais evoluídas, as empresas estão próximas a perenidade. Fazer o quê? Empresários, infelizmente, são como nossos queridos cidadãos, apostam tanto em sua própria capacidade de resolução de suas finanças que acabam tornando as taxas de juros mais elevadas, pelo altíssimo risco de inadimplência que o mercado representa.

É bom se curvar às evidências, por serem elas as que mais se aproximam da verdade

Evidência em realidade é um tratado próximo a ciência. Somente não é ciência por ser, a evidência, uma busca pelos seres humanos, da verdade havida em seu próprio cotidiano. O processo da evidência é algo que oferece respostas. Bastando para tanto que, todos os envolvidos pesquisem ao largo do que é possível, a identificação dos fatos relevantes que contenham as evidências e que elas possam ajudar na tomada de decisões. Não é de todo simples que os tomadores de decisões o façam sempre baseados nas evidências e tenham todo o sucesso do planeta. Sabemos que pessoas que tomam decisões todos os dias, estão sujeitas a cometerem erros, para tanto, temos que ter a busca incessante do que é relevante para os fatos, tendo essa relevância motivos precisos, os quais façam com que pessoas e empresas ao obterem informações, as mais completas possíveis, tomem as referidas decisões. Por esse motivo que a Estrutura Humana atualmente, busca na evidência do que ocorreu no cotidiano dos pagamentos efetuados pelas empresas, a resposta evidente do que deu lucro ou prejuízo, para que nos próximos dois anos se possa corrigir essas anomalias evidentes em seu fluxo de caixa.

No começo de outubro estarei oferecendo novamente esse trabalho. Haverá mudanças?

O ano de 2006 foi terrível para os setores que a Estrutura Humana fez presença. Conseguimos o impossível: fazer com que as empresas crescessem alguns pontos percentuais. O importante, porém, não foi apenas o crescimento, mas, deixamos as empresas preparadas para não viverem de sobressaltos nesse pífio aumento da economia nacional. Preparamos as empresas para que pudessem olhar para suas próprias evidências e tivessem atitudes concretas nas tomadas de decisões e que elas fossem as mais próximas da verdade, diante do mercado futuro. Ao contratarem esse serviço da Estrutura Humana, tiveram essas quatro empresas a possibilidade de mudarem o percurso antes de perderem dinheiro. Quando iniciarmos o ano de 2007 escreverei um blog contando se empresas e empresários aceitaram pelo menos conhecer esse trabalho, trabalho esse que avaliará o fluxo de caixa do passado, para entender se a empresa terá produtos ou serviços, dando lucro ou prejuízo nos próximos dois anos. Será analisado as seguintes evidências: insuficiência de lucros, retiradas de recursos incompatíveis, excesso de estoques, vendas acima da capacidade de caixa, aumento ou diminuição de fluxo de clientes, excesso de imobilizado, investimentos corretos. Enfim, dizer para a empresa, por meio de seu fluxo de caixa se ela terá lucro econômico, o quanto custará seus colaboradores em média, mês a mês, o quanto custará para trazer seus clientes e vender para eles e finalizando, o quanto cada funcionário produzirá para o lucro ou prejuízo da empresa.

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